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Revisitando a história da macroeconomia  - Mercantilismo, Fisiocracia e Liberalismo.Saiba mais

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Liberar o comércio e o consumo de drogas proibidas é a solução? Parte1
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O tráfico, o uso de drogas e o crime no Brasil - Parte 2
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 O poema que penso um dia fazer ou... A musa!Saiba mais

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Esportes

 Ronaldinho Gaúcho, Tiago Neves e Didi - A atitude do craque!Saiba mais

 

STJD: Palavrões e cartões amarelos forçados!Saiba mais

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A seleção do Dunga “Senta a Pua” e “A cobra vai fumar”... ou o “Exército Brancaleone”Saiba mais

 

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Patrícia Amorim ou "hay que endurecer,
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Política /Atualidades...

 O X-9 vazou a notícia, a culpa é dele, mas a mídia ignora e bate no cartola Saiba mais
 O GRITO DA JUVENTUDE. A NOVA ORDEM POLÍTICO-SOCIAL Saiba mais
 Vocês não viram o Zico jogar...Saiba mais
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 O assassino de Glauco voltou a matar ou O descaso do Estado Brasileiro com os nossos loucos Saiba mais
Flamengo, sob nova direção! Saiba mais
Ditadura Petista: Conselho Municipal de Direitos Humanos/A Censura/Reescrevendo a história brasileira Saiba mais
 O Dizimista... Como é bom viver com dez por cento do salário de alguém Saiba mais
 PNDH-3: A petulância, a ignorância do direito e dos fatos sociais... A ditadura que se instala!Saiba mais
 Salve, salve o Flamengo!... Mas salve mesmo, por favor!Saiba mais
Domingo tem Vasco X Flamengo no Engenhão... Que jogão!Saiba mais
Jamais se esqueça, sempre se lembre...Saiba mais
A solidão de alguns ou... O amor, esse sentimento louco!Saiba mais
O poema que penso um dia fazer ou... A musa!Saiba mais

Zeitgeist - The Movie: A realidade da manipulação do pensamento ou... A sordidez! Saiba mais

Cesare Battisti, condenado por matar quatro pessoas, foi solto... Ou... O abençoado pelos "companheiros"!Saiba mais

O livro não está ensinando a falar errado, mas a continuar com o erro, a ser oportunista e contém idéia separatista.Saiba mais

A tragédia no Rio de Janeiro e o tratamento URGENTE da saúde mental no BrasilSaiba mais
O Blog da Bethânia/A resposta de Caetano/"Bravos!" à censura!Saiba mais

Teria o PNDH-3 sido inspirado por Sun Tzu, Maquiavel e a Okrana?Saiba mais

PNDH-3: A petulância, a ignorância do direito e dos fatos sociais... A ditadura que se instala!Saiba mais

As marchas da maconha. Ou... Teus pais são contra, Você não sabe, mas eles conhecem mais do que você pensa.
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Maconha faz mal? Ou... “a saúde que se dane, quero teu voto... seu bobo!”Saiba mais

Onde está a honestidade? O político esfinge! Compro tua alma!Saiba mais

O voto do preso provisório ou... Como iludir o brasileiro!Saiba mais

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O Comentarista foi idealizado por Joviano Caiado, profissional da área do direito que, em determinado momento de sua vida, após um longo período atuando como advogado e magistrado em várias regiões do Brasil, resolveu criar um forum para difusão de notícias, reportagens, comentários, apresentação de trabalhos técnicos e literários, teses e antíteses, com espaço para que o leitor possa apresentar também sua opinião. O Portal também direciona o leitor para diversas áreas do conhecimento humano através dos inúmeros links que podem ser encontrados no menu principal.
ABC News: International
Reuters News
  • Primeiro-ministro da Suécia é destituído em votação no Parlamento

    79028364_Swedish Prime Minister Stefan Löfven and his wife Ulla Löfven arrive to the Swedish Parliam.jpgESTOCOLMO - A coalizão de centro-direita e a extrema direita da Suécia votaram nesta terça-feira a favor da destituição do primeiro-ministro social-democrata Stefan Löfven, enfraquecido após as eleições legislativas nas quais nenhum partido conquistou maioria.

    Um total de 204 parlamentares de 349 votaram contra uma moção de confiança no premier, ou seja, todos os representantes da direita, do centro e da extrema direita, com exceção de um voto.

    — A Suécia precisa de um novo governo que busque amplo apoio político para dirigir as reformas — afirmou o líder conservador Ulf Kristersson, do Partido Moderado, diante dos parlamentares antes da votação, cujo resultado já era esperado.

    LEIA MAIS: Eleições na Suécia ecoam polarização na Europa

    Na Suécia, extrema direita avança menos que previsto, mas social-democracia perde votos

    Na Suécia, voto põe social-democracia em xeque

    O presidente do Parlamento, o conservador Andreas Norlen, deve convocar o mais rápido possível os representantes dos partidos com cadeira no Riksdag, o Parlamento unicameral do país escandinavo, para consultas visando à formação de um novo governo.

    Após o enfraquecimento de Stefan Löfven, Ulf Kristersson deseja assumir o comando e propor uma sucessão de direita. Löfven deixou claro após a votação que pretende continuar "servindo o país" como próximo primeiro-ministro.

    No entanto, o partido anti-imigração Democratas Suecos ameaça bloquear a formação de um novo governo se não lhe for dado papel decisório.

    O crescimento da extrema direita na Europa vem forçando muitos partidos tradicionais a uma escolha de Sofia: compartilhar o poder com forças populistas ou se aliar a velhos opositores para manter os radicais de fora.

    A Suécia, sempre vista como um bastião de valores liberais e estabilidade política, agora tem de encarar o mesmo tipo de escolha, com seus blocos de centro-esquerda e centro-direita equilibrados depois da eleição do último dia 9 de setembro.

    SÓ UMA CADEIRA A MAIS QUE A DIREITA

    A coalizão de centro-esquerda do Partido Social-Democrata e os ecologistas, com o apoio informal do Partido de Esquerda (ex-comunista) no Parlamento, conseguiu apenas uma cadeira a mais no Parlamento que a aliança de centro-direita nas eleições legislativas.

    Apesar do pior resultado em várias décadas, o Social-Democrata permanece como o primeiro partido da Suécia, muito à frente dos Moderados (conservadores) e dos Democratas da Suécia (extrema direita).

    Na expectativa pelos resultados as negociações dirigidas pelo presidente do Parlamento, Löfven permanece em seu cargo para administrar os assuntos correntes.

    info-extrema-direita-1109

  • Fato ou Fake? Saiba como identificar se um conteúdo é falso

    fato-fake-globo.jpgCom tantos conteúdos duvidosos disseminados na internet, fica difícil saber o que é notícia (fato) e o que é falso (fake) hoje em dia. Por isso, a equipe do Fato ou Fake preparou um manual com dicas práticas que ajudam a identificar se a mensagem que circula nas redes sociais e no seu WhatsApp é verídica.

    Não leia só o título

    É comum que conteúdos falsos sejam publicados com títulos sem relação com o texto ou que manipulam as informações. Duas linhas dificilmente dão conta de todo o contexto de uma notícia. Ler uma publicação do início ao fim antes de compartilhá-la diminui as chances de espalhar um boato.

    Desconfie de textos alarmistas

    Manchetes e textos muito alarmistas podem até despertar a sua curiosidade, mas o objetivo costuma ser apenas conseguir cliques. Aqui entra o bom senso: se uma notícia parecer, à primeira vista, “inacreditável”, talvez seja justamente porque ela não existe. Em geral, quem tenta enganar os leitores escolhe exagerar ou inventar eventos absurdos para mexer com a emoção do público, principalmente quando as opiniões estão polarizadas.

    Informações vagas são mau sinal

    Textos com informações genéricas, sem identificação dos envolvidos ou o local do fato, são pouco confiáveis. Notícias sérias respondem às perguntas mais importantes do leitor e mostram detalhes sobre um determinado fato. Se o texto não identifica as fontes das informações, fique alerta. Pode ser pura invenção.

    Confira a data da publicação

    Textos antigos costumam voltar a circular pelas redes quando algum assunto vira notícia. Fique atento à data da publicação. Mesmo que um dia a informação compartilhada tenha sido verdadeira, com o passar do tempo ela pode se tornar falsa ou provocar confusão.

    Em 2012, um link de uma reportagem sobre o cancelamento do Enem foi difundida às vésperas da prova, provocando pânico nos candidatos. Só que a notícia era de 2009, quando o Enem foi adiado para todos os inscritos após a descoberta do furto das provas. O caso foi parar na Polícia Federal, e o Ministério da Educação (MEC) convocou uma coletiva para desmentir o cancelamento.

    Cuidado com vídeos, fotos e áudios

    Imagens e áudios podem ser facilmente editados e tirados de contexto. Desconfie de vídeos que mostram cenas incomuns. Tente encontrar a gravação original e pesquisar as circunstâncias em que ela foi feita.

    Em maio de 2018, por exemplo, internautas compartilharam um vídeo informando equivocadamente que militares haviam começado a fiscalizar o Congresso Nacional. As imagens, porém, eram de uma visita dos estagiários dos cursos de Alto Comando da Escola Superior de Guerra, da Escola de Guerra Naval e da Escola de Comando e Estado-Maior do Exército, previamente agendada. Ao contrário do que foi noticiado por alguns sites, que o "Exército quer marcar presença para garantir a democracia e a segurança nacional", ninguém do grupo fez qualquer pronunciamento durante o encontro. A íntegra estava disponível no canal da TV Senado no Youtube.

    Recentemente, o padre Marcelo Rossi precisou esclarecer em um vídeo nas redes sociais que ele não era autor de um áudio que circulava por grupos de WhatsApp com reflexões sobre política.

    Cuidado com fotos, que podem ser manipuladas digitalmente para enganar o leitor. Se a foto publicada na internet parecer estranha, dê um clique com o botão direito do mouse sobre ela e escolha a opção "procurar imagens".

    Esse recurso pode revelar quantas vezes a imagem já foi reproduzida na internet anteriormente e apontar se a imagem antiga está sendo usada para montar um conteúdo enganoso.

    Confira a publicação em um veículo profissional de imprensa

    Quando uma informação é verdadeira e relevante, ela provavelmente foi publicada por algum veículo profissional de imprensa. Procure saber se já existe alguma reportagem sobre o assunto e confira a apuração: o jornalismo tem o compromisso de ouvir e incluir o outro lado da história.

    Segundo material produzido pelo Instituto Poynter, entidade americana que analisa e estuda a imprensa, quando você acessa um site, a primeira coisa que deve fazer é verificar onde está e quem está por trás das páginas que está lendo. Se não conseguir encontrar nenhuma informação sobre o autor ou nenhuma seção que explique o que é o site, é melhor ficar atento.

    Consulte as fontes

    É fácil atribuir um número ou uma informação a um órgão oficial ou a uma organização privada, mesmo que seja falso. Por isso, é necessário sempre checar as fontes. Muitos órgãos públicos apresentam dados em seus sites, o que facilita a pesquisa. Também é possível fazer uma busca online pelo nome da pessoa que é responsável pela informação. Assim, é possível comprovar se ela efetivamente existe, se trabalha na empresa envolvida, entre outras informações.

    Um caso recente foi uma falsa da capa da revista "Veja" sobre um escândalo de pesquisas eleitorais compradas, que circulou no WhatsApp. Contudo, a capa da revista que já estava nas bancas era sobre os 50 anos da publicação.

    Uma notícia relevante raramente é publicada por apenas um veículo de imprensa. Desconfie e pesquise se ela foi publicada também em outros veículos confiáveis.

    Verifique antes de compartilhar

    Repasse apenas informações que você tem certeza que sejam verdadeiras. Você é responsável pelo que compartilha. “Mande esse texto para todos os seus contatos” ou “faça essa mensagem chegar ao maior número de pessoas” são frases comuns em textos que contêm notícias falsas.

    Verifique se a informação que você recebeu foi alvo da verificação de grupos de checagem como Fato ou Fake, que apontam em conteúdos com grande difusão na internet o que é falso e o que não é.

  • Miguel Sanches Neto cria universo de belas histórias em 'A bicicleta de carga'

    RIO — Os contos reunidos no novo livro de Miguel Sanches Neto, “A bicicleta de carga”, trazem tanto a sutileza de detalhes quanto o formato da concisão, referências que marcam a obra do escritor paranaense desde o premiado “Hóspede secreto”.

    A característica de sua prosa, tanto no romance como nos contos, é certa faceta memorialística, que embaralha a história de vida, da sua família ou de seu lugar de origem, com um estilo de narrativa que cada vez o projeta mais no universo literário brasileiro, por todos os méritos, como o autor contemporâneo dos mais festejados do país.

    É impressionante que ao ler os contos de “A bicicleta de carga”, um a um, nos deparamos com um escritor que, ao longo de sua carreira, se depura pela beleza da forma, pela singeleza e correção das frases e orações, muito próximo dos hábeis lapidadores de estilos.

    É o que encontramos nesse livro, onde histórias se alternam, saem do submundo da alma humana, indo ao mais fundo da introspecção, da abstração, do confessionalíssimo insinuante perfume da linguagem.

    CRIADOR SILENCIOSO

    A bicicleta de carga.jpgTudo que a literatura gosta e aprova, ainda mais quando as histórias trescalam das mãos talentosas de um autor, como é o caso desse estilista paranaense, que vem fazendo a diferença com um universo de narrativas que choca e deslumbra, que faz chorar e rir, ficar pensativo, mas que ao mesmo tempo refresca e embala a afoiteza nos meandros da leitura.

    Quem já conhece a sua extensa obra literária, sobretudo o excelente “Máquina de madeira”, ou mesmo seu olhar certeiro para a crítica ou a ensaística, vai conseguir entender um pouco mais da evolução do seu processo criativo.

    Miguel Sanches Neto é um criador silencioso, metódico, bem articulado com a ferramentaria da escrituração fabular. Seu já clássico “Chove sobre minha infância” (2000) — um romance memorialístico? — foi o que, certamente, lhe mostrou o caminho, lhe deu a tônica factual que desembestou a sua máquina da escrita afetiva.

    O autor parece que narra para interagir, antes, com a linguagem, depois com o leitor. É bem significativo em “A bicicleta de carga” como a história de um personagem tem processo comunicativo direto com a “estória” de outro.

    Traz um encadeamento, que vai, aos poucos, eclodindo num redemoinho de emoções. Ao mesmo tempo que dialoga e se comunica, a todo momento, com nosso subconsciente.

    FRASES CORTANTES

    Contos do adolescente que rouba as calcinhas do varal da vizinha, deliciando seu imaginário libidinoso, a exemplo de o “Cheiro de grama cortada”, ou o contundente “A irmandade de merda” (“Ele me chutou o estômago. Depois o rosto. Eu não conseguia reagir. Apanhando muito, saí de perto do abrigo”), que traça a história de um homem de classe média que começa caminhando pelas ruas da sua cidade e depois se envolve visceralmente com o universo dos moradores de rua, onde se imiscui e obtempera.

    A força dessa trajetória linguística — circunscrita e amadurecida em frases curtas e, em certa dose, cortantes —, transforma “A bicicleta de carga” em um livro de narrativas pujantes, com histórias de forte impacto e beleza. Fato é que, tirando um ou outro conto da primeira parte, a segunda é expressamente mais decisiva para nos convencer que a obra vale a pena pelas horas dedicadas a ela.

    Sem dúvida que a imersão é grande e imediata. Não há como deixar de sentir o poder emocional de “A linguagem roubada” (aliás, muito apropriado para título do próprio livro, que a todo momento trabalha e mexe com as tradições da oralidade e da memória).

    Como o próprio autor nos diz, “não há trégua”. Nem queremos, faz-se desnecessária. A sensação que se tem é outra, muito diferente de quando abrimos as primeiras páginas do livro. Nessa psicologia da escrita, as histórias estão de mistura com as nossas emoções, e estas estão completamente baralhadas de sentimentos e dúvidas no ser e no futuro.

    *Tom Farias é jornalista e escritor

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