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  • Rompimento de galeria seria o motivo de recorrência de alagamentos em São Conrado

    INFOCHPDPICT000075291413RIO - Desde a tempestade do último dia 15, moradores da região do Bairro do Pepino, em São Conrado, convivem com alagamentos que chegam a 1,5m. A situação é inédita, dizem, e se explicaria pelo rompimento de uma galeria de águas pluviais. Segundo os moradores, a rede ficou obstruída por causa de lixo, e com o grande volume de água, se rompeu.

    Uma das ruas mais afetadas foi a Julieta Niemeyer. Lá vive a jornalista Fernanda Guaraná, que viu a água entrar dentro da sua casa.

    — A situação aqui na rua está precária, com alagamentos diários de 1,5m. Não acontecia isso antes. Houve alguma mudança radical na infraestrura da área.

    Segundo Roberto Saboya, ex-diretor da Associação de Moradores do Bairro do Pepino, e residente da Rua Alvaro Niemeyer, o problema ocorreu por causa do rompimento da galeria de águas pluviais, na altura da Rua Ipozeiras.

    — A galeria é grande, com cerca de dois metros de diâmetro. Nunca havia apresentado problema. Mas a Comlurb não varre as ruas daqui, por isso a rede ficou obstruída, e depois da tempestade de semana passada, essa galeria se rompeu. Agora está tudo escoando pela Estrada do Joá, onde também não há ralos suficientes.

  • MPF pede arquivamento de inquérito sobre pornografia infantil em performance no MAM-SP

    72025218_Protagonista de La BêteWagner Schwartz no MAM - Museu de Arte Moderna de São Paulo. Foto F.jpg

    SÃO PAULO - O Ministério Público Federal (MPF) pediu o arquivamento da investigação que apurou o suposto crime de pornografia infanto-juvenil no vídeo de uma criança interagindo com um artista nu, no Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM-SP). Em setembro do ano passado, as imagens ganharam destaque nas redes sociais e resultaram em uma ampla discussão.

    No pedido de arquivamento, a procuradora Ana Letícia Absy explica que as imagens não apresentam os elementos previstos no artigo do Estatuto da Criança e do Adolescente que tipifica o crime de divulgação de pornografia infanto-juvenil:

    “A mera nudez do adulto não configura pornografia, eis que não detinha qualquer contexto erótico. A intenção do artista era reproduzir instalação artística com o uso de seu corpo, e o toque da criança não configurou qualquer tentativa de interação para fins libidinosos”, destacou a responsável pelo inquérito.

    Para caracterizar o crime como divulgação de material de pornografia infantil pela internet, as imagens teriam de conter cena de sexo explícito ou pornográfica envolvendo criança ou adolescente. Ou ainda situações em que o menor é retratado de forma sexualizada, com a intenção de satisfazer ou instigar desejo sexual alheio.

    Responsabilidade

    O MPF também arquivou investigação de responsabilidade do MAM durante a performance “La Bête” no que se refere à violação de direitos de crianças e adolescente, notadamente quanto à classificação indicativa da exposição.

    Os responsáveis pelo espetáculo têm como obrigação apenas informar ao público, previamente e em local visível, sobre a natureza do evento e as faixas etárias a que não se recomenda, de forma a permitir a escolha livre e consciente da programação por parte de pais e responsáveis pelas crianças ou adolescentes.

    Histórico

    A performance “La Bête”, inspirada na obra de mesmo nome de Lygia Clark, com participação do coreógrafo Wagner Schwartz, ocorreu em 26 de setembro de 2017, na estreia do 35º Panorama de arte Brasileira, exposição bienal que propõe reflexão sobre a identidade brasileira.

    Na ocasião, ganhou destaque nas redes sociais um vídeo feito durante a interpretação de Schwartz, que se apresenta nu, mostrando uma menina acompanhada da mãe tocando os tornozelos e pernas do artista. Segundo o MAM, havia sinalização sobre a nudez na sala onde a performance ocorria.

  • Saiba como foi o debate dos jurados do Estandarte de Ouro no carnaval 2018

    reuniao estandarte.jpgRIO - O júri do Estandarte de Ouro se reuniu na sede dos jornais "O Globo" e "Extra" após os desfiles do Grupo Especial. Depois de escolhidos os premiados desta 47ª edição, eles comentaram as apresentações de cada escola. Confira como foi o debate:

    ARGEU AFFONSO – Bem, meus amigos, estamos aqui juntos para mais um carnaval. Vamos falar sobre como vocês viram os desfiles de cada escola. A primeira a entrar na Avenida foi o Império Serrano. Quem quer falar sobre o Império?

    MESTRE ODILON – O Império voltou ao Grupo Especial fazendo um bom desfile, agradando ao público. O grande destaque foi o desempenho da bateria de Mestre Gilmar, que levantou o samba na Sapucaí. As alegorias também tinham um bom acabamento.

    LEONARDO BRUNO – Queria destacar a porta-bandeira, Raphaela Caboclo. Ganhou Estandarte de Ouro de Revelação, mas poderia ter ganho o de Porta-Bandeira, concorrendo com todas as outras. Dançou muito!

    ALOY JUPIARA – Fiquei emocionado também com a passagem de Tia Maria do Jongo. Ela é a única fundadora viva da escola. Nos fez lembrar Tia Eulália, Sebastião Molequinho e todos os grandes imperianos.

    ALBERTO MUSSA – Queria destacar ainda a Ala das Crianças de Kung Fu Panda. Num momento em que as escolas estão cortando suas alas de crianças, o Império fez diferença.

    DORINA – Pena que a escola saiu da pista antes do tempo mínimo de desfile, perdendo pontos. Já a São Clemente deixou a desejar. O enredo era difícil de entender. As alegorias e fantasias estavam pobres em criatividade. O samba era mais para marcha, mas os componentes cantavam. A bateria estava muito corrida.

    MARCELO DE MELLO – Acho que o enredo não era difícil de entender, acho que ele era óbvio, burocrático. Mas difícil, não achei, não.

    MARIA AUGUSTA – O enredo foi mal desenvolvido.

    LEONARDO – Na minha opinião, os desfiles do Império e da São Clemente foram nivelados. Nós tivemos um olhar generoso para o Império que a gente não está tendo para a São Clemente. Estou falando do conjunto, do desfile em geral. O Império desfilou frio, plasticamente fraco. Vi vários problemas. Enredo sobre a China no Império? Não pareceu ser abraçado pelos componentes.

    AUGUSTA – Acima de tudo, foi bom o Império ter voltado ao Grupo Especial e ter cantado aquele samba, dizendo que o Império voltou... Eles estavam mais preocupados com a escola ter subido. Foi importante. Eles mostraram e cantaram isso. Cantaram com força, com tesão. Com qualquer tema, o Império ia cantar forte a sua volta.

    LEONARDO – Eu não achei o Império com tesão, não.

    DORINA – Eu anotei isso: a Serrinha não parecia estar no Império. Com esse enredo da China, eles ficaram muito distantes da identidade deles.

    LUIZ ANTONIO SIMAS – O desfile foi desigual. O Império teve um início de desfile bom, uma primeira parte interessante, mas depois foi caindo. Parece que o Império investiu pesadamente num bom início, mas depois caiu.

    AUGUSTA – Na São Clemente, um enredo sobre a Escola de Belas-Artes podia render melhor. Tem muita história. Foi pobre.

    LEONARDO – Foi formal, excessivamente acadêmico.

    SIMAS – Muito acadêmico e pouco popular. Pecou pela literalidade, faltou carnavalização.

    FELIPE FERREIRA - Uma visão muito acadêmica da arte. A Escola de Belas-Artes é uma escola contemporânea e acabou passando um sentido antigo, uma visão historicista da arte.

    MUSSA – Outro problema foi que eles atribuíram à Missão Francesa o abrasileiramento da arte no Brasil, coisa que não aconteceu. Eles apenas utilizaram como objeto de representação os nativos do Brasil. Esse abrasileiramento, no meu ponto de vista, teria acontecido antes, no barroco, com artistas como Aleijadinho. Acho que o enredo tem esse erro de concepção.

    MARCELO – E o samba foi muito fraco.

    AUGUSTA – Eu adorei a ala das baianas, foram as mais bonitas. tinham fantasia de baiana, com um torso com cajus, a saia com cenas de Debret, pano da costa.

    x74806497_ri-rio-de-janeiro-rj-11-02-2018-carnaval-2018desfile-das-escolas-de-samba-do-grupo-e.jpg.pagespeed.ic.yuQBEa1iA_.jpgALOY – Já a Vila foi o que se espera de um desfile do Paulo Barros, que assinou o enredo com Paulo Menezes: muito movimento, engrenagens nas alegorias, o que costuma gerar grande comunicação com o público. O enredo era claro. Entendia-se o que representava cada fantasia. O problema é que algumas dificultavam a evolução dos componentes, como a das rodas laterais. Eles ficavam concentrados no efeito de girar as rodas, e não sambavam.

    MUSSA – Para mim a mais importante crítica é essa, que muitas fantasias não deixavam o componente dançar.

    LEONARDO – Eu citaria a fantasia da porta-bandeira, Denadir. Um dos efeitos que eles colocaram foi na saia dela, o uso de led com efeito de fogo, que a deixou com uma fantasia feia e que impediu um bom desempenho.

    BRUNO CHATEAUBRIAND – Ela estava visivelmente incomodada com a fantasia, pouco à vontade na roupa.

    LUÍS FILIPE DE LIMA – O samba me agradou, mas ele foi prejudicado pelo andamento da bateria. Ela “imprensou” o samba. Esse ano tínhamos muitas marchas, mas o da Vila tinha uma divisão rítmica de samba. Só que foi atropelado literalmente pela bateria.

    MARCELO – Ao contrário da Unidos da Tijuca, em que a bateria melhorou o samba.

    LUÍS FILIPE – Acho até que a bateria apresentou bossas eficientes, que conversavam bem com a música, mas o andamento aniquilou o samba.

    SIMAS – O desempenho do samba foi muito prejudicado pelo andamento acelerado da bateria.

    FELIPE – Quero acrescentar que as fantasias eram bonitas. Talvez não funcionassem, mas eram muito bonitas e bem estruturadas.

    MARCELO – O trabalho do Paulo Barros pode não ser aquele de quando ele começou, mas não tinha nenhuma loucura ali. Ele fez um bom desfile, dentro da proposta dele.

    MUSSA – Acho que houve um desequilíbrio no enredo. Ele fazia uma lembrança dos primeiros inventos até chegar ao seu momento extremo – por exemplo, a invenção da roda até a exploração dos mundos. Mas apesar de falar sobre o passado, tive a sensação de que a escola parecia ter só o futuro. Inclusive no primeiro setor, que era a descoberta do fogo pelo homo sapiens, aquilo não apareceu, só tinha tecnologia. Achei mal resolvido.

    MARCELO – Em seguida veio a Paraíso do Tuiuti, que fez um belo desfile, com o enredo “Meu Deus, meu Deus, está extinta a escravidão?”, apoiado num samba de melodia e letra poéticas. O enredo, de porte histórico, estava sintonizado com as questões que a sociedade brasileira debate hoje, como a reforma das leis trabalhistas. Ele foi feliz ao associar passado e presente. O carnavalesco Jack Vasconcelos criou alegorias e fantasias de forte efeito dramático. A comissão de frente “O grito de liberdade”, com pretos velhos, escravos e um feitor, foi um destaque, despertando a empatia do público desde o início.

    AUGUSTA – Eu queria registar o mau desempenho dos cantores.

    SIMAS – Eu achei que eles tiveram um bom desempenho. O samba sustentou o desfile.

    LUÍS FILIPE – Acho o samba irregular, tanto no plano da melodia quanto no da letra. Ele tem bons momentos, mas em outros não se sustenta tão bem.

    ALOY – Foi um desfile emocionante, puxado, a meu ver, pelo samba e pela forte crítica histórica e social.

    LEONARDO – Há de se registrar a comoção que causou a comissão de frente, logo na entrada da escola. O público se emocionou ao ver a transformação dos escravos em pretos velhos. E o elemento alegórico da comissão não prendia a escola nem atrapalhava a visão, ele tinha uma função definida. Depois, o restante do desfile manteve a emoção lá em cima. Ela contava a nossa história, mas trazia questões contemporâneas para o debate. Ficamos todos impactados pela Tuiuti.

    AUGUSTA – A Grande Rio teve um bom desenvolvimento do enredo sobre o Chacrinha, feito pelo Renato e pela Márcia Lage, com beleza e adequação das alegorias. Além disso, o excelente desempenho do puxador Emerson Dias melhorou a qualidade do samba.

    ALOY - E a comissão de frente era extremamente alegre, como o tema pedia.

    ARGEU – Inclusive usando elementos inovadores, que foram premiados pelo Estandarte.

    MARCELO - Posso falar sobre o impacto deste desfile, pois eu sou um dos órfãos do Chacrinha. Tenho até estatuazinha dele em casa! E fiquei com muita saudade do Chacrinha ao ver a Grande Rio.

    MUSSA – A parte vulnerável da escola foi a música. O samba era bem marcheado.

    MARCELO – Maria Augusta falou sobre o bom desenvolvimento do enredo. A quebra do carro foi lamentável, mas acredito que não comprometeu a narrativa.

    LEONARDO - Eu achei o começo do desfile muito impactante. Além da comissão de frente linda, o casal de mestre-sala e porta-bandeira, Daniel e Verônica, deu um show, e nós até demos o Estandarte para eles.

    MARCELO - Adorei as composições vestidas de chacretes!

    LEONARDO - E o queijo do carro em formato de abacaxi? Aquilo foi super criativo!

    MUSSA - Se o carro não tivesse quebrado, a Grande Rio tinha grandes chances de ganhar o título.

    FELIPE – Quero destacar os figurinos, que eram ótimos para os foliões brincarem. Não eram grandes e tinham bom humor, era divertido.

    AUGUSTA - Foi um carnaval colorido, respeitando as cores da escola, o verde e o vermelho, é importante ressaltar isso.

    HAROLDO COSTA - As cores realmente foram muito bem usadas. Aquele era o “clima chacriniano”, muito colorido!

    ALOY - Eles conseguiram captar e passar pra cada alegoria e fantasia a alma e o espírito do Chacrinha.

    LEONARDO – Bem, em seguida veio a Mangueira, outro desfile que foi uma beleza para os olhos, com um nível de fantasias fora do comum e alegorias irretocáveis. Imagens como a do carro “Somos a voz do povo”, que trazia o carnaval de rua, e a ala “Bloco de sujos” marcaram o carnaval. O enredo era claro e falava diretamente ao coração das arquibancadas. Tinha um teor lírico no início e depois fazia uma crítica ao atual modelo das escolas de samba. Apesar disso, o desfile da Mangueira não foi arrebatador: o samba não rendeu, a bateria acelerou e a comunidade não cantou muito.

    MUSSA – Principalmente na primeira parte do desfile.

    LEONARDO - Eu não senti o morro descer, achei a escola apática.

    ALOY - O samba é que não rendeu, a escola estava cantando.

    BRUNO - Mas ela não cantava com tesão

    MUSSA - Na verdade, a palavra é evolução, ela não teve.

    BRUNO - Ela não evoluiu com energia, mas estava cantando o samba sim.

    HAROLDO - O grande momento da noite foi quando a bateria fazia um breque, e todo mundo cantava.

    LEONARDO - Haroldo, tem razão, eu fui um pouco injusto nesse aspecto. Houve canto por parte da escola. E o bloco final foi espetacular!

    MUSSA - A empolgação só aconteceu no último terço do desfile. Os primeiros setores estavam arrastados.

    BRUNO - Quero lembrar uma coisa importantíssima: o “esquenta” da Mangueira inovou cantando marchinhas de carnaval! Funcionou muito bem no Setor 1, foi muito impressionante.

    SIMAS - A escola veio com força e foi perdendo o vigor ao longo do desfile.

    BRUNO - Ela entrou com muita energia e não manteve. E o problema também tem a ver com o estilo da avaliação da Liesa, com a comissão de frente e o casal ocupando aquele espaço logo no início, com apresentações demoradas. A Mangueira sentiu isso.

    ALOY - Esse desfile da Mangueira marca um ponto de virada na carreira do Leandro Vieira. O trabalho dele foi um passo à frente em relação aos dois primeiros desfiles.

    MUSSA - E pode-se até dizer que isso se refletiu nos prêmios de Enredo, Ala e Ala das Baianas. Leandro foi o grande premiado pelo Estandarte nas categorias que cabem ao carnavalesco. Bem, vamos falar da Mocidade? A escola entrou em seguida, mas depois da hora programada, devido aos problemas no carro da Grande Rio. Ela viu o dia nascer enquanto sambava na Avenida, e as fantasias e alegorias do carnavalesco Alexandre Louzada, concebidas para um desfile noturno, não obtiveram destaque. Apesar do grande potencial estético, o enredo sobre a Índia não foi convincente. A bateria de Mestre Dudu fez a diferença, com andamento mais cadenciado embalado pelo mais belo samba do ano. O resultado foi um desfile fluente, brincante e gostoso de ver e ouvir.

    LEONARDO - Eu não atribuiria a qualidade fraca do visual à luz do sol.

    x74882484_ci-1102.2018carnaval-rio-2018desfile-na-sapucaa_mocidadegrupo-especialfe.jpg.pagespeed.ic.bjHbaNKufF.jpgBRUNO - As duas últimas alegorias foram prejudicadas. O projeto de luz foi feito para a escola desfilar à noite.

    AUGUSTA - Quando amanhece e o desfile não está projetado para o dia, piora muito.

    FELIPE - Eu acho que a parte visual da Mocidade estava fraca de dia ou à noite. As alegorias não tinham a sofisticação das outras escolas. Tinham bases planas e sequências de estruturas espalhados em cima. O abre-alas é o maior exemplo disso. As fantasias eram pobres de concepção, de material, de cor.

    DORINA - Ela veio quase toda em verde e branco, achei bonito. Fora a comissão de frente, que era bastante colorida e bonita, todo o resto brilhava em verde e branco.

    ALOY – Com a identidade da escola. E eu vi outra qualidade na Mocidade: as referências a desfiles antigos, como os elefantes do desfile de 1979, do Arlindo Rodrigues, e o carro de Menininha do Gantois, onde estava Tia Nilda. Foi interessante.

    ODILON - Queria falar da bateria. Hoje muita gente diz que, se a bateria for mais cadenciada, o samba vai arrastar, a escola não vai passar no tempo. Os puxadores e diretores de harmonia querem jogar o andamento pra frente. Tem até carnavalesco querendo mandar na cadência. Algumas estão fazendo som de baile rave! E a bateria da Mocidade provou que dá pra fazer o contrário. Tocou samba como samba. E um samba lindo! Foi a melhor coisa que passou pela Avenida.

    ALOY – Outra bateria ótima foi a da Unidos da Tijuca, com Mestre Casagrande. A escola levou para a Avenida um enredo popular, sobre Miguel Falabella, e se destacou pelo chão. Seus componentes estavam animados, cantavam muito. Visualmente, a escolha das cores mais escuras nas fantasias e alegorias prejudicou o brilho da apresentação. Também foi infeliz a opção do tema "Noivas de Copacabana" para a fantasia das baianas.

    HAROLDO - Verdade! Elas usavam coroas fúnebres nas costas...

    DORINA - O enredo não era bom, nem o samba.

    LUÍS FILIPE - O samba era equilibrado, não era marcheado. E o desempenho foi favorecido pelo desempenho da bateria e do puxador. O Tinga fez um desfile impecável, conduzindo a Tijuca com firmeza e energia sem abusar dos cacos. Ele é capaz de deixar sua marca sem se sobrepor ao canto coletivo.

    FELIPE - Vamos então à Portela, que apresentou um desfile imponente buscando o bicampeonato. A comissão de frente e o carro abre-alas fizeram uma abertura impactante, resgatando as tradições portelenses. A ausências das cores azul e branco em boa parte das alegorias e fantasias prejudicou a comunicação com as arquibancadas.

    AUGUSTA - O samba não fala do enredo. Você ouve e não sabe do que trata o desfile.

    MUSSA - O enredo traz uma confusão conceitual entre imigração e invasão. Maurício de Nassau foi um invasor, não um imigrante. O enredo é sobre a invasão e a expulsão dos judeus ou sobre a imigração?

    LUÍS FILIPE - E a presença dos judeus é quase nula no desfile. A cultura judaica, que é tão rica em símbolos, não foi vista.

    HAROLDO - A fundação da primeira sinagoga das Américas, em Recife, não foi aproveitada no desfile.

    MUSSA - Bem lembrado! Esse é o maior marco que existe dessa história, na Recife Velha.

    HAROLDO - Passemos à União da Ilha! A escola trouxe um enredo bem contado, com uma distribuição de carros que ajudava a narrativa. As alas desfilaram com grande entusiasmo e empolgação. E a bateria deu um show de divisão e fraseados inesperados. O entrosamento de Ito Melodia e Mestre Ciça foi outro destaque.

    AUGUSTA - O tema era muito rico, mas não foi bem explorado.

    SIMAS - A escola trazia um abre-alas que parecia fazer uma leitura mais bem humorada do enredo. Sugeria um padrão estético que não se concretizou. Depois a escola abandonou esse padrão. E também abandonou suas cores completamente.

    BRUNO - A comissão de frente veio com um elemento alegórico gigantesco! Os integrantes ficavam quase todo o tempo ali em cima.

    MUSSA - Existe também uma falta de compreensão em relação às culturas indígenas. No caso da Ilha, em um tripé aparecia Tupã. Isso é uma concepção tão velha e errada... Tupã nunca foi deus em cultura indígena brasileira. Foi o nome escolhido por Manuel da Nóbrega para traduzir a ideia de deus pros índios. Tupã é uma entidade que aterroriza, que castiga, é irritadíssimo, é a entidade do trovão. Há 50 anos se fala em Tupã com o estereótipo de deus, os carnavalescos não podem mais reproduzir isso.

    LUÍS FILIPE - Já na bateria, havia uma bossa quando o carro de som parava, silenciando a voz dos puxadores e as harmonias (violões e cavaquinhos).

    ODILON - Na bossa principal, o Ito parava de cantar, mas a escola não correspondia, não mantinha o canto, ficou morto.

    MUSSA - Tive até a sensação de que era intencional a escola não cantar!

    LEONARDO - Se orientaram a escola a não cantar é um absurdo completo! A bossa era feita numa parte da letra que não era o refrão, então provavelmente os componentes não sabiam cantar mesmo.

    FELIPE - O samba abordava o tema de maneira pomposa, mas o tema pedia algo mais humorístico, divertido, alegre.

    HAROLDO - O enredo tinha uma abordagem solene mesmo. O Salgueiro fez um enredo sobre comida de uma forma muito mais divertida, “Do cauim ao efó, com moça branca, branquinha”, em 1977.

    MARCELO - Aliás, é do Salgueiro que vamos falar agora! A vermelho e branco não ganhou o Estandarte de Ouro de Melhor Escola de 2018 à toa. Nenhum elemento se sobrepôs ao outro no desfile, estava tudo harmônico. A bateria, por exemplo, não se destacou pelas bossas, por uma exibição isolada; ela estava ali para servir à escola, dando potência.

    HAROLDO - A bateria do Salgueiro emoldurou o desfile.

    BRUNO - Eu senti dificuldade na leitura do enredo, mas a escola cantou muito.

    x74843582_a-carnavalesca-rosa-magalhaes-em-alegoria-da-portela-durante-o-desfile-de-2018.jpg.pagespeed.ic.MCA4yP60J9.jpgAUGUSTA - As alegorias, por exemplo, não eram gigantes.

    MARCELO - Exatamente. Não tinha nada ali que não estava encaixado. A própria comissão de frente estava proporcional, com os elementos alegóricos. Foi a força do conjunto.

    AUGUSTA - Eu achei que teve as melhores fantasias do ano.

    MARCELO - Durante muito tempo havia uma dualidade entre desfile técnico e emocionante, mas o Salgueiro uniu as duas coisas: técnica e garra, até porque uma coisa não exclui a outra.

    MUSSA - Pra mim o mais importante é que foi um desfile salgueirense. O Salgueiro não é de brincar na Avenida. É pesado, sério, tem garra.

    LUÍS FILIPE - É uma mistura de solenidade com garra. O que não vimos na Imperatriz, que veio apoiada num bom samba e num enredo de fácil leitura, mas não conseguiu empolgar. O ponto alto foi a expressiva comissão de frente, a única a não exibir tripé, e um primeiro setor impactante. A escola teve um ritmo lento no início, e depois teve que correr, o que prejudicou a evolução.

    AUGUSTA - A bateria da Imperatriz vinha fazendo ótimas apresentações – no ano passado foi um espetáculo –, mas nesse desfile não veio tão bem.

    LUÍS FILIPE - A bateria foi irregular. Mas foi a única em que eu ouvi bem o naipe de cuícas.

    SIMAS - A Imperatriz podia ter aproveitado mais ludicamente a parte sobre a Quinta da Boa Vista, que no samba era uma passagem linda. E a proposta da “noite no museu”, expressada no enredo e no samba, não apareceu no desfile. A sinopse sugeria algo mais lúdico, mas não vimos isso.

    FELIPE - “A noite no museu” estava nas fantasias, mas não nas alegorias.

    LUÍS FILIPE - E não vi nenhum senso crítico em relação à atual situação do Museu Nacional.

    MUSSA - Eu achei o samba belíssimo, com uma melodia que flui de forma natural, bom de cantar, com letra excelente, uma das melhores do ano. Mas não foi explorado em todo o seu potencial durante o desfile.

    SIMAS - Já a Beija-Flor apresentou um enredo de difícil compreensão, com problemas na estrutura narrativa, e deixou a desejar nos aspectos visuais. Por outro lado, o ótimo desempenho do casal de mestre-sala e porta-bandeira, da bateria e do samba-enredo favoreceram a comunicação com o público.

    MARCELO - A escola deixou de lado seu estilo de alegorias, e pôs no lugar uma teatralização de mau gosto. Trocou o luxo de sempre por movimentos desconexos na dramatização.

    AUGUSTA - A parte alegórica não trouxe as características da escola.

    SIMAS - O desenvolvimento foi confuso. Começou com uma geleira, passava por uma briga de estádios e terminava com o assassinato de um PM.

    AUGUSTA - Tinha um cara com revólver apontando pras crianças na escola!

    DORINA - Mas eu vi as pessoas cantando e dançando muito. Aquele enredo era verdade para os componentes. Foi impactante! Eu chorei e tudo! Havia emoção ali. Às vezes a gente não quer ver aquilo na Avenida, mas é o que está nas ruas o tempo todo.

    BRUNO - O enredo pode parecer confuso, mas as pessoas davam significado àquilo tudo. Os desfilantes visualizavam aquilo na vida deles, cantavam com o coração.

    SIMAS - Mas existe uma coisa chamada carnavalização, que não vimos na pista.

    MUSSA - Quem não gostou não é porque viu alguém armado numa alegoria. O que chocou foi a desorganização do enredo e o mau gosto de algumas imagens.

    ALOY - A Beija-Flor se propôs a fazer uma crítica social e política. Ela fez isso em 1989, com “Ratos e urubus... Larguem a minha fantasia”. Mas não há margem de comparação. O Joãosinho Trinta carnavalizou os mendigos. Esse ano, aquilo não se realizou e corrompeu as características da escola.

    FELIPE - E tem mais: a Beija-Flor anulou os destaques, um personagem importante que surge praticamente junto com as escolas de samba. Vários deles não saíram, e os que saíram foram reduzidos a composições da última alegoria. Isso é sério. Os destaques da Beija-Flor são famosos.

    LUÍS FILIPE - Já a bateria, que tem passado sempre com andamento cadenciado, teve o mérito de manter sua característica. Mas foi pouco arrojada, poderia ter esquentado mais o samba.

    ARGEU - É isso, meus amigos. Foi um lindo carnaval. Parabéns a vocês pelo trabalho e às escolas pelos lindos desfiles. Nos vemos em 2019!

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