Teria o PNDH-3 sido inspirado...

Teria o PNDH-3 sido inspirado por Sun Tzu, Maquiavel e a Okrana?

 

Ao terminar de ler o Programa Nacional de Direitos Humanos – Dec. 7037/09 – fiquei com a certeza que o objetivo do decreto é reformar o estado, a nação, a história, a cultura, o pensamento, lavar sua alma, o cérebro, arrancar a pleura e aspirar o pulmão do povo brasileiro.

Veja o link do Decreto no final do texto.

No mesmo tempo que avançava na leitura vinham flashes de três obras: A arte da guerra, O Príncipe e Os Protocolos dos Sábios do Sião.

A arte da guerra é obra filosófica essencial para estudos militares e estratégicos, escrita por Sun tzu, entre 400 ou 320 a.C, não se sabe a data correta.

A tradução para o português é de Caio Fernando Abreu e Mirian Paglia. Caio, conhecido militante de esquerda, autor de várias obras, foi preso político e exilado na Europa pela ditadura. Faleceu com 47 a., em 1996. Mirian, excelente jornalista, poeta, brilhante escritora e editora, intelectual muito admirada.

O príncipe, escrito por Maquiavel, diplomata de Florença, na administração Lourenço de Médici, é obra de cabeceira de todo político profissional, seja ele de direita, centro, esquerda, monarquia ou república, príncipes, reis, ditadores, déspotas ou simples e comportados presidentes, de todos os tempos desde a renascença.  Só foi publicada em 1532 após a morte do autor.  A obra é conhecida pela crueza, frieza, esperteza, até mesmo certa safadeza, nos conselhos para elaboração das estratégias dos governantes para dominarem os estados e fazerem a cabeça do povo que tudo ignora.  Mostra a política como ela é, sem sutilezas ou subterfúgios, sem eufemismos ou metáforas.

Todos os políticos, com raríssimas exceções, guardam com carinho seu exemplar, mas se forem perguntados dirão com a maior cara-de-pau:

- Já li, mas não me atenho aos conselhos.  Não sou calhorda.  Trato o povo com carinho e respeito!

- Sei!...  Maquiavélico!...

"Os protocolos dos sábios do Sião", obra dita apócrifa, que, segundo dizem, teriam sido produzidos pela Okrana, a temida polícia política Tzarista, para incitar o anti-semitismo e fragilizar revolucionários.

A fonte dos “Protocolos” seriam as obras de Maquiavel e de Sun Tzu, pois repetem certos conceitos e mandamentos.

Até mesmo quando manda às favas os princípios da boa-fé no trato das coisas públicas.

O PNDH-3 foi publicado em 21/12/09.  Praticamente no fim do mandato de Lula.

Fica a impressão que o programa é uma cartilha para Dilma “Provisória” Roussef e posteriormente para Lula “Eternally” seguirem.

Afirma que o programa é para ser implantado a longo prazo...

Significaria um golpe de estado, uma eternização no poder ou... será que querem implantar a monarquia?...

Estabelece que a Secretaria Especial dita os rumos e destinos da nação.

Brasilianiza – federaliza - o estado quando o super-gabinete Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República (Seria o Politburo, com Lênin, Trotsky, Kamenev, Stalin e Krestinski?) estende seus tentáculos até os mais longínquos municípios do país, criando em cada um deles uma célula: Conselho de Direitos Humanos - reportando-se diretamente a Brasília.

Cria, disciplina e organiza ações governamentais, algumas já implantadas ou conhecidas e outras que dependem de projetos de lei a serem providenciados.

Apropria-se de idéias já existentes no direito brasileiro, fixadas pela doutrina e jurisprudência.

Estabelece que em caso de propriedade privada invadida a vantagem sempre será do invasor, pois quer que o judiciário, antes do mandado de reintegração, tente conciliar as partes.

Taí o MST tomando conta do mundo rural, por decreto, decidindo o que é terra produtiva ou não, qual “merece” ser invadida ou não.

Quer estabelecer critérios, provavelmente políticos, conciliatórios, procrastinatórios e sem possibilidade do proprietário ser indenizado pelos danos, para cumprimento de mandado de reintegração de posse, esquecendo que a decisão judicial da reintegração já disse que o invasor/esbulhador é um criminoso, que invadiu terra alheia e tem que devolver em determinado prazo, caso contrário será utilizada força policial.

Na educação pretende reescrever a história do Brasil, naturalmente com a sua versão.

Na realidade as escolas já estão abordando as crianças com o patrulhamento típico comunista, com a literatura dirigida para o socialismo, como se fosse a verdade suprema.  Não pretende deixar que o jovem escolha sua própria ideologia.

Tal critério vai da creche até a universidade.

Nos concursos públicos atuais só passam aqueles “afinadinhos” com a “doutrina”, vejam qualquer prova de qualquer concurso.

A Polícia Militar, de auxiliar virou tropa reserva.

Aqui tem uma explicação: As PMS são controladas pelos governadores, são estaduais.

Sendo reserva, o exército, com os comandos escolhidos pelo governo, vai agir em todo território nacional de acordo com o desejo de Brasília, conforme seja politicamente conveniente, queiram ou não o governador ou os generais. Depende de emenda constitucional para ser implantada a idéia.

No tempo de Maquiavel não haviam policiais militares espalhados pelos territórios, eles se valiam de tropas de outros reinos, quando delas necessitavam para controlarem seus próprios cidadãos.  Vejam os ensinamentos:

O príncipe – Capítulo XII – Maquiavel:

“Ainda, uma República armada de tropas próprias se submete ao domínio de um seu cidadão com muito maior dificuldade do que aquela que esteja protegida por tropas mercenárias ou auxiliares.”

...

“As tropas auxiliares, que são as outras forças inúteis, são aquelas que se apresentam quando chamas um poderoso para que, com seus exércitos, te venha ajudar e defender, como fez em tempos recentes o Papa Júlio que, tendo visto na campanha de Ferrara a triste figura de suas tropas mercenárias, voltou-se para as auxiliares e entrou em acordo com Fernando, rei da Espanha, no sentido de que este, com sua gente e armas, viesse ajudá-lo. Estas tropas auxiliares podem ser úteis e boas para si mesmas, mas, para quem as chame, são quase sempre danosas, eis que perdendo ficas liquidado, vencendo ficas seu prisioneiro.”

O PNDH-3 nega anistia para aqueles que trabalharam no governo na época da ditadura militar, estabelecendo que a Lei da... só se aplica àqueles afinados com o atual governo, aos que, segundo o Programa, foram perseguidos pela ditadura.

Ficam, portanto, sem apreciação os crimes diversos, roubos (assaltos) e atentados contra a vida praticados pelos “revolucionários”.  Alguns até ocupam cargos importantes no atual governo ou são “eminências pardas.”

Não tenho dúvida: “estão armando!...”.

O congresso e o povo que abram o olho... vem coisa aí!

Vejam algumas citações do O Príncipe de Maquiavel e dos Protocolos dos Sábios do Sião, obra apócrifa cujo objetivo seria anti-semita e produzida pela Okrana.  Aqui e acolá a gente sempre percebe algumas ações na política em geral que lembram e nos ocasionam alguns flashes dessas obras:

Capítulo V – De que modo se devam governar as cidades ou principados que, antes de serem ocupados, viviam com suas próprias leis.

Quando aqueles Estados que se conquistam, como foi dito, estão habituados a viver com suas próprias leis e em liberdade, existem três modos de conservá-los: o primeiro arruiná-los; o outro, ir habitá-los pessoalmente; o terceiro deixá-los viver com suas leis, arrecadando um tributo e criando em seu interior um governo de poucos, que se conservam amigos, porque, sendo esse governo criado por aquele príncipe, sabe que não pode permanecer sem sua amizade e seu poder, e há que fazer tudo por conservá-los. Querendo preservar uma cidade habituada a viver livre, mais facilmente que por qualquer outro modo se a conserva por intermédio de seus cidadãos.”

- Maquiavel – (http://www.pensador.info): “segurar-se contra os inimigos, ganhar amigos, vencer por força ou por fraude, fazer-se amar a e temer pelo povo, ser seguido e respeitado pelos soldados, destruir os que podem ou devem causar dano, inovar com propostas novas as instituições antigas, ser severo e agradável, magnânimo e liberal, destruir a milícia infiel e criar uma nova, manter as amizades de reis e príncipes, de modo que lhe devam beneficiar com cortesia ou combater com respeito, não encontrará exemplos mais atuais do que as ações do duque."

- Os Protocolos dos sábios do Sião – apócrifa (Okrana?): “A política nada tem de comum com a moral. O governo que se deixa guiar pela moral não é político, e, portanto, seu poder é frágil. Aquele que quer reinar deve recorrer à astúcia e à hipocrisia. As grandes qualidades populares - franqueza e honestidade - são vícios na política, porque derrubam mais os reis dos tronos do que o mais poderoso inimigo. Essas qualidades devem ser os atributos dos reinos cristãos e não nos devemos deixar absolutamente guiar por elas. Nosso fim é possuir a força. A palavra "direito" é uma idéia abstrata que nada justifica. Essa palavra significa simplesmente isto: "Dai-me o que eu quero, a fim de que eu possa provar que sou mais forte do que vós". Onde começa o direito, onde acaba? Num Estado em que o poder está mal organizado, em que as leis e o governo se tornam impessoais por causa dos inúmeros direitos que o liberalismo criou, veio um novo direito, o de me lançar, de acordo com a lei do mais forte, contra todas as regras e ordens estabelecidas, derrubando-as; o de por a mão nas leis, remodelando as instituições e tornando-me senhor daqueles que abandonaram os direitos que lhes dava a sua força, renunciando a eles voluntariamente, liberalmente... 

Em virtude da atual fragilidade de todos os poderes, nosso poder será mais duradouro do que qualquer outro, porque será invencível até o momento em que estiver tão enraizado que nenhuma astúcia o poderá destruir... Do mal passageiro que ora somos obrigados a fazer nascerá o bem dum governo inabalável, que restabelecerá a marcha regular do mecanismo das existências nacionais perturbadas pelo liberalismo. O resultado justifica os meios. Prestamos atenção aos nossos projetos, menos quanto ao bom e ao moral do que quanto ao útil e ao necessário. Temos diante de nós um plano, no qual está exposta estrategicamente a linha de que não nos podemos afastar sem correr o risco de ver destruído o trabalho de muitos séculos.

A gente, aqui, lá e acolá, vê político agindo assim.  “Ne não”?

Veja o Decreto: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2009/Decreto/D7037.htm

E você, o que acha?

Dê sua opinião.

Comments 

 
+1 #1 rosa 2011-01-11 14:38
Muito me entristece , parece que o demônio botou uma venda nos olhos da esquerda Brasileira que não enxergam que o socialismo é um sistema falido. Veja o que TA acontecendo em Cuba. Mesmo com o fracasso total continuam querendo implantar
no Brasil.E o pior que é que não se faz nada, todo mundo igual carneirinho deixando a coisa acontecer.Gente a DILMA não teve a maioria dos votos, nós somos a mmioria e vamos assistir de cadeira a implantação desse regime louco????
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