Valquírias, Pandora, Ísis e Hator - mundo...

Valquírias, Pandora, Ísis e Hator – mundo mágico das mulheres impossíveis, deusas e...  divinas!

 

As mulheres... sempre fascinantes!

Passei minha adolescência, final dos anos cinqüenta e parte da década de sessenta, interno no Salesiano de Santa Rosa, em Niterói.

Educandário, como se dizia na época, voltado para a educação de jovens de classe média, exclusivamente masculino.

A rígida educação católica dizia que as mulheres eram o “diabo de saia!”. A afirmação não apenas tornava o universo feminino um mistério como exasperava a rapaziada – todos queriam ir para o inferno o mais rápido possível. 

Os “arfares” e “ofegares” solitários noturnos nos dormitórios comprovavam o fato.

Essas afirmações religiosas estúpidas só faziam o papel de instigadoras do pecado em face de jovens literalmente em época de explosões hormonais... como a gente pecava!

A sexta-feira era dedicada ao “exame de consciência”, com confessionário na parte da noite, preparando os adolescentes para a comunhão do fim de semana e uma semana de estudos com a “consciência limpa” de pensamentos, palavras e obras pecaminosas.

No “confessionário”, os pecados mais comuns, semana após semana:

- Seu padre! Eu pequei: falei palavrão e fiz “besteira”!

- Quantas vezes meu filho?

- 35 vezes!

- Pensamentos?

- Não, “obras”! Pensamentos foram 475,5.

O padre, após tentar ver quem estava falando, afastando a cortina do confessionário e olhando por cima dos óculos, continuava:

- Em uma semana?!...   Por que essa “vírgula cinco”?

- É que fui interrompido pelo professor de matemática durante a aula.

- 30 ave-marias e 15 pais-nosso!

O imaginário dos homens sempre foi habitado por mulheres maravilhosas, muitas delas impossíveis.

Na mitologia nórdica as Valquírias eram encarregadas pelo todo poderoso Odin de percorrerem os campos de batalhas em cavalos alados, lindas, esvoaçantes e paramentadas com suas armaduras faiscantes que lhes protegiam os troncos, mas deixavam suas pernas e coxas à mostra, para escolherem os bravos guerreiros recém abatidos que iriam participar do Valhala, a corte de Odin.  Dizem por aí que muitos guerreiros se sacrificaram apenas para freqüentarem os salões e encontrarem às escondidas uma dessas meninas poderosas.

Na mitologia grega Pandora, foi criada por Hefesto e Atena, por ordem de Zeus, para ser a primeira mulher da espécie humana, como castigo por terem recebido de Prometeu o fogo sagrado.

Era linda, maravilhosa, sempre vestida com tecidos leves, transparentes e esvoaçantes.

Prometeu fez seu irmão Epimeteu jurar que não aceitaria qualquer presente porque os deuses estavam reunidos em assembléia permanente para deliberarem sobre o castigo que recairia sobre eles por terem dado aos homens o poder do fogo.

Entretanto, Epimeteu, que nunca havia visto uma mulher – era ela uma criação de última geração de Hefesto, Atena e vários outros deuses – enlouqueceu com sua beleza.  Imediatamente a pediu em casamento.

Mas Pandora havia sido produzida propositalmente pelo deus Hermes com um programinha contendo o vírus da curiosidade, traição e mentira.

Epimeteu, um deus menor, supervisionado por Prometeu, havia sido encarregado de criar os seres vivos.

Entre as suas ferramentas para a produção da vida na terra ele possuía um caixinha que continha vários atributos a serem destinados a cada uma de suas criações.

Precisando Epimeteu se ausentar de casa por alguns instantes – adoro mitologia! – disse a Pandora que não abrisse a caixa.

Pandora, curiosíssima como toda mulher e contaminada pelo vírus de Hermes, assim que Epimeteu virou a esquina dos céus, não resistiu e abriu a caixa:

 – Nãããão!

Como castigo dos deuses, vazaram, não só as boas qualidades, mas também todos os males que afligem a humanidade até hoje. Pandora tentou fechar a caixa, mas só conseguiu reter a “esperança”.

Então! é preciso corrigir: a caixa era de Epimeteu.  Pandora somente a abriu, traindo seu marido, por pura curiosidade.

Ísis, grande Ísis!

Na mitologia egípcia Ísis era nada mais, nada menos, que a mãe de Horus – o poderosíssimo deus sol.

Fulgurante filha de Geb – deus da terra – e Nut – deusa do firmamento.

Foi cultuada como modelo de irmã, mãe, companheira, esposa.

A adoração pela deusa Ísis extrapolou o império egípcio e invadiu o mundo greco-romano.

Ísis era danadinha, casou com o próprio irmão: Osíris.

Hator - superando todas essas mulheres divinas, de todas as mitologias, a insuperável e maravilhosa era Hator, a deusa da embriagues e das festas, muito louca, sensual, esplendorosa.

As mulheres solteiras do mundo antigo oravam para que Hator enfeitiçasse seus espelhos e as tornassem irresistíveis para os guerreiros.

Hator é considerada como a legítima portadora do sistro, uma espécie de chocalho que animava as festas do mundo antigo.

Hator era, em certos aspectos, semelhante à nossa pomba-gira do sincretismo religioso brasileiro.

Os homens são uns bobões!

Testosterona pura, as histórias das mitologias retratam o homem como o todo poderoso deus e guerreiro, mas sempre enfeitiçado ou embriagado, derrotado ou levado à vitória, ludibriado ou amado, mas sobretudo seduzido, fascinado, hipnotizado pela leveza da forma, complexidade do espírito e beleza das mulheres.

Que os deuses as mantenham lindas e maravilhosas!

E você o que acha?

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Comments 

 
0 #2 Rafael Ramesses 2010-07-29 16:35
adorei o texto!realmente é isso que sempre houve, e haverá!os homens, por mais macho~es q sejam sempre tem que se render a beleza e força feminina!
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+1 #1 Mayara 2010-02-10 22:28
Todas nós mulheres, somos discípulas dessas Deusas. O problema é que não somos tão impossíveis, e homem ja ta cansado de ver mulher !
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