Gnose, ontologia, metafísica e dialética... "what fuck is that?"

Gnose, ontologia, metafísica, noética e dialética... “what the fuck is that!”

 Não me interesso e nunca me interessei - encontro sérias dificuldades - para discutir alguma coisa cientificamente, com método.

Lógico que na minha vida profissional como advogado e magistrado fui obrigado a utilizar o método científico padrão para expor o pensamento, caso contrário seria uma tempestade de recursos, por mais clara e simples que fosse a exposição.  Coisas do mundo do direito.

Gosto da irresponsabilidade do caos das idéias que afloram das minhas indagações e da pesquisa atabalhoada.  Vou ali e volto, retorno, sigo adiante e paro frente ao inevitável: tenho que ordenar o pensamento no momento de manifestá-lo.

Raciocinar com método é como fazer sexo cientificamente:

- Senhoras e senhores (aplausos) vamos começar a sessão: primeiro um beijinho aqui, agora um carinho ali, um sussurro acolá!

Não dá certo, é difícil manter o interesse... em pé!

Prefiro o instintivo sentir o cheiro da pele, o sussurro da alma, o toque do conhecimento do corpo, o frenesi e o arfar da paixão, a mentira dita e ouvida no momento certo, a eletrocussão e, finalmente, a languidez do depois.

Viva e vamos ao caos!

Gnose significa nada mais, nada menos, do que conhecimento.  Os teístas disfarçados apropriaram-se da palavra e passaram a espalhar pelo mundo que gnose é a busca de Deus (... do Ser) ou a discussão a respeito da existência de Deus.  Para eles não existem deuses, como em outras culturas.

Interessante que os monoteístas da mitologia bíblica referem-se a Deus com letra maiúscula, como o ser supremo a ser venerado e temido (temido?).  Os deuses de outras mitologias são referidos com “dezinho” minúsculo.

Coisa que nunca entendi é a pressão e o constrangimento das religiões sobre o fiel.

- Se você desejar a mulher do vizinho... Deus vai te castigar!

- Mas por que? Ela é muito gostosa! Não posso nem dar uma olhadinha?

Temor de Deus.  Todas as pessoas devem temer Deus.  Os espertos ministros, padres, pastores, rabinos, etc. avisam logo:

- Cuidado com Deus!  Se faltar à missa e não pagar o dízimo... cuidado que Deus castiga!

Gnosiologia... é um ramo da filosofia que se preocupa com o conhecimento a partir do ponto de vista do sujeito que pesquisa (cognoscente).  Difere da epistemologia, que é o estudo científico dos caminhos que levam ao pleno conhecimento de determinada ciência.

Gnose: discussão para atingir o conhecimento.

Epistema: o método utilizado na discussão.

Portanto, vamos combinar: procurei saber o que é gnose e epistema apenas por curiosidade.

Gosto porque gosto da metafísica, mas, antes preciso falar sobre a ontologia, que se preocupa com o ser a ser pesquisado filosoficamente.

“... preocupa-se com a validade do pensamento e das condições do objeto e sua relação com o sujeito cognoscente, enquanto que a metafísica procura a verdadeira essência e condições de existência do ser.”(wiki...).

A ontologia tem a ver com a classificação, ordenamento e colocação do questionamento metafísico, coisa de professor de filosofia.

Gosto da metafísica porque o chope fica mais saboroso.  Tomar um chopinho com pessoas amigas em Copacabana, Ipanema, nas praias de Fortaleza, nos barzinhos de Manaus, Santarém, Floripa, Campo Grande, Porto Alegre - onde houver um chope bem tirado - e filosofar sobre qualquer coisa é uma das melhores coisas da vida - né não?

Metafísica diz respeito ao pensamento.  Meta significa além do físico.  Coisa do grego Andrônico que ao organizar a obra de Aristóteles procurou dividir os trabalhos: os pensamentos a respeito de coisas materiais de um lado, imateriais do outro.  Fez a divisão sem pensar que estava “metafisicando”, mas alguém acabou por classificar.

Não consigo falar da metafísica – olha o caos aí! – esqueci da noética e da dialética!

Noética, falo desde logo, nada tem a ver com a arte de dar nó!

Ou... até pode ser: dar nó na cabeça da gente!

Noética tem a ver com conhecimento através do raciocínio puro do próprio sujeito (cognoscente) ou como disse William James: "... estados de insight em verdades profundas inalcançadas pelo intelecto discursivo. Estes insights seriam revelações e iluminações cheias de significado, mas todas inarticuladas; como regra, elas trazem consigo um curioso senso de autoridade". (wiki...).

- Cara... tive o maior insight!

Falando assim, todo mundo entende o que é noética: conhecimento adquirido através do intelecto, o pensamento enriquecido naturalmente pela cultura individual – insight!

E a dialética? Semelhante à noética.

A diferença é que na dialética o conhecimento pode se apresentar através da discussão de opostos, de teses e antíteses, contraposição e contradição de idéias para se chegar a uma idéia comum.  Normalmente chega-se ao conhecimento através de diálogos.

Este site, por exemplo, como consta no “Sobre este Portal” se propõe a alimentar o diálogo, a fazer um exercício de dialética.

- Porra! Você não vai falar sobre a metafísica?

 - Vou... desculpe... nosso tempo acabou!

 - Brincadeira...

 A metafísica, vocês já sabem.  Vai além do mundo físico.

O que é o pensamento; o belo; o real; a consciência; o inconsciente; o feio; o ser; o não ser; o inconsciente coletivo...

Garçon... mais um chopinho, traga uns tremoços também!

E você, o que acha?

Dê sua opinião!

Comments 

 
+1 #1 Tsunami 2010-07-25 10:44
O que acho? Ah, teria de questionar a noética, que por vezes atrapalha (não serão os tontos mais felizes?) e a metafísica, do belo e do inatingível. Mas prefiro ir relendo as suas palavras, enquanto aguardo novas "lições". Que belíssimo mestre não poderia, também, ser sido!
Obrigada.
Quote
 

Add comment


Security code
Refresh