Petkovic - volte a sorrir, meu irmão!

Petkovic – volte a sorrir, meu irmão!

- Logo que Pet retornou ao Flamengo e começou a receber os meus aplausos e de toda a mídia especializada fiz uma matéria com o título: “Petkovic – o craque não tem idade”.

Disse naquela ocasião:

“Existem jogadores que com a idade ficam cada vez melhores. Lembro que na primeira passagem pelo Flamengo, apesar de ser um craque, Pet me irritava porque custava a entrar em forma ou a adquirir o famoso “ritmo de jogo”. O time perdia muito com isso.

Quando voltou agora, no primeiro jogo e na primeira jogada se enrolou com a bola e quase proporcionou um gol para o adversário da vez.  Fiquei temeroso, achei que ia acontecer tudo de novo e com um agravante ele estava mais velho e já havia passado por Santos e Atlético Mineiro sem ser aproveitado.  Ficava mais no banco, era reserva para quinze minutos finais.  Entendi, como muita gente, que ele estava acabado.

Entretanto, talvez pela presença de Andrade, Adriano e pela polêmica causada pela sua contratação, que culminou até com a saída dos antigos diretores de futebol, ou talvez por tudo isso junto, Pet retornou brilhando como nos bons tempos e sem a máscara da tal falta de ritmo.  No segundo jogo já entrou arrebentando. Calaram-se os críticos e surgiram os aplausos desses mesmos críticos, já que a opinião que ele estava acabado para o futebol era unânime.  Talvez até mesmo ele tenha se surpreendido com sua performance.”

- Terminado o campeonato brasileiro de 2009, com o Flamengo campeão, Pet foi eleito o craque do campeonato com toda a justiça.  Realmente, como se diz na gíria do futebol: “Pet arrebentou!”.

Realmente arrebentou no campeonato e com ele mesmo. Reverenciado por todos, agora em 2010, entendeu que era dono da mídia, do futebol, presidente do Flamengo, técnico do time e líder máximo do elenco.

Passou a desrespeitar tudo e todos.  Substituído no intervalo do jogo contra o Fluminense, quando o Flamengo estava perdendo de 3 x 0, ficou irritado, trocou de roupa e ao deixar o maracanã, logo após o intervalo, foi advertido pelo vice-presidente de futebol que não poderia deixar o estádio porque ainda teria que aguardar o resultado do sorteio para o antidoping.

Pet disse para o dirigente: - hanhan!

Foi embora do Marcanã sem dar a menor satisfação.  Correu o risco de ser banido do futebol prejudicando o time e o clube.

Desrespeitou seu superior hierárquico, criou situação de confronto e prejudicou a harmonia do elenco, foi suspenso das atividades normais e foi obrigado a treinar separado dos demais jogadores para readquirir condição de jogo.

Tudo porque naquele dia - mal física e tecnicamente - foi substituído com justiça.

A prova maior foi que com a entrada do jovem Vinícius Pacheco o Flamengo virou o jogo e venceu por 5 x 3.

A partir desse entrevero fechou o semblante, emudeceu e passou a mostrar a velha máscara: “Sou melhor que todos e não devo satisfação a qualquer pessoa” – parecia dizer.

A arrogância sempre foi sua marca registrada quando era enaltecido nos seus bons momentos.  Sempre se mostrou irascível e intratável quando estava jogando bem. Tudo era tolerado porque estava em plena forma.

Tal comportamento o afastou até da seleção da Sérvia, sua terra natal.

Depois de sua última passagem pelo rubro-negro jogou por diversos times, sem sucesso ou com sucesso relativo.  Já no fim da carreira, no ano passado, mais humilde, por ocasião de negociação com o Flamengo, por conta de dívida antiga, colocou ou colocaram na discussão sua volta ao futebol. Mais humilde como dito no início da matéria, voltou a ser o craque elogiado por todos.

Mas bastou o elogio unânime para voltar a mostrar a velha arrogância, mas agora com novo componente após o entrevero com o clube: o péssimo humor constante, como marca registrada, lembrando até mesmo depressão crônica.

Com seu péssimo humor, voltou a mostrar péssimo futebol e a viver de jogadas esporádicas, um passe aqui, outro ali.  Os outros que corram por ele. Nas divididas perde todas. Nas disputas em velocidade todas perde.

Pet precisa se conscientizar que o futebol é - antes de qualquer coisa – uma atividade lúdica, uma coisa prazerosa, uma brincadeira, mas que envolve a paixão de milhões de pessoas e enorme quantidade de dinheiro.

Por ser lúdico tem que haver alegria na sua prática.

O sorriso é essencial.

- Volte a sorrir Pet, todo o mundo quer ver a sua alegria e a sua técnica - mais uma vez - antes de você encerrar a carreira!

E você o que acha?

Dê sua opinião!

 

 

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