As marchas da maconha. Ou... Teus pais são contra, Você não sabe, mas eles conhecem mais do que você pensa.

As marchas da maconha. Ou... Teus pais são contra, Você não sabe, mas eles conhecem mais do que você pensa.

O que mais me espanta nessas marchas para liberação do uso de maconha é o fato de que os seguidores não pensam, e não querem pensar, que maconha faz tanto mal, ou mais, quanto o cigarro, além de ser profissional e socialmente inadequado o seu uso.

Os argumentos dos que tentam descriminalizar são inúmeros, todos sem qualquer sustentação racional.

Alguns dizem que o ser humano é livre, todos podem fazer tudo o que quiserem com seus corpos.

Estes ignoram propositalmente, ou por serem ignorantes puros, as políticas de saúde pública, o interesse do estado em uma sociedade com famílias equilibradas e sadias,

Ignoram que aspirar qualquer tipo de fumaça ou ingerir qualquer tipo de droga em doses não recomendadas pela medicina, para casos específicos, tem efeitos colaterais graves. 

Ignoram que o uso de maconha, ou outra droga estupefaciente, acarreta desajustes sociais em face do comportamento inadequado do usuário, perda de memória, desinteresse pelos estudos e pelo trabalho, falta de concentração e outras inúmeras seqüelas físicas e psicológicas... Melhor dirão os médicos, psicólogos, psiquiatras, dentistas e inúmeros outros profissionais.

Ignoram que as drogas - ou adoram isso - levam a uma visão deturpada da realidade que os cercam.

Alguns ignoram tal fato porque são adolescentes ou jovens adultos que ainda não compreendem os males que podem advir do uso de drogas... em razão da própria juventude.  Para estes o fato ainda “é o maior barato”, pensam que são indestrutíveis e eternos. Pensam que nunca envelhecerão como seus pais: “- esse bando de velhos que falam coisas que não conhecem!”

A maioria pensa que a moda do uso de drogas nasceu quando eles começaram a usá-las.

Não sabem, ou não querem saber, que seus pais e seus avós, foram jovens e também rebeldes.

Não param para pensar que seus pais e avós pertencem a uma geração que já foi denominada de “juventude transviada” e/ou “geração hippie”.

Nem mesmo imaginam – se recusam a imaginar - que muitas mães e avós (rotundas ou não) senhoras respeitáveis de hoje – suas próprias mães – fizeram parte nos anos 60/70 de uma geração de mulheres que, mesmo sem ter consciência do fato, lutaram pela liberdade de expressão corporal e do pensamento.

Recusam-se terminantemente a imaginar que sua avó, sua mãe – três filhos, dona de casa, profissional liberal respeitável, ou aposentada – talvez tenha praticado o denominado “amor livre” – “Make love, not war!” - com diversos parceiros, sexo por sexo, sem qualquer motivação ou conhecimento preliminar, cujos nomes e características físicas até mesmo ignoram porque estavam doidonas...

- Vamos fazer um amorzinho... “mina”? Disse o jovem hippie - cabelos pelos ombros, calça saint-tropez apertadíssima, muitos colares e anéis, sapato com salto carrapeta - à mulher desconhecida - recém-saída da adolescência, vestida com saião, colares, anéis, bandana, cabelos longos, pernas e axilas sem depilação - que estava a seu lado no luau em Ipanema, fumando um baseado e curtindo uma viagem de LSD.

- Deixa eu fumar o “bagulhinho” primeiro, bicho! – cof! cof! cof! – beija minha boca - cof! cof! Respondeu a moça prendendo, soltando a fumaça, tossindo e beijando sofregamente o rapaz com a boca cheirando a maconha e a mente inebriada pelo uso do ácido...

Acredite! Sua avó/ mãe pode ter sido essa aí, embora hoje seja uma adulta séria, responsável e condene o uso de drogas pelos seus filhos. Se posiciona contra o “liberou geral” porque conheceu drogas e drogados, sabe seus efeitos colaterais, embora não confirme tal fato... Mas ela sabe! Ela conhece! Acredite, foi ou pode ter sido uma menina danadinha!

Um manto de silêncio paira sobre esses assuntos nas famílias.

Ela conheceu jovens que viajaram e não voltaram, isto é, com o uso de maconha ou outras drogas, associadas ou não, afloraram doenças mentais que não sabiam serem portadores.

Você pode até usar, mas você não sabe se teu coração, pulmão, cérebro, personalidade e psiqué suportam o uso de drogas.

Elas conheceram jovens que usavam maconha, mas na vida profissional custaram a se firmar porque muitos amigos e colegas da juventude não lhes deram oportunidades porque não confiavam neles em razão do uso de drogas.  Podem acreditar, alguns amigos da juventude ocuparão cargos de projeção na vida pública, poderão vir a ser políticos, empresários e profissionais liberais de grande sucesso e, com certeza, não gostarão de convidar para trabalhar a seu lado ou na sua empresa pessoas que se entupiam de drogas.

Uns poucos dizem que se não existissem os usuários, não haveriam drogas para serem vendidas.

Para estes, adoradores da teoria lulista que entende que (veja lá na coluna sobre Política/Atualidades, uma das primeiras matérias) o culpado é a vítima. Não perco tempo discutindo uma sandice desse quilate, mesmo porque eles são contra a liberação, são mais pela extinção do usuário, algo semelhante ao holocausto do drogadito.

Alguns argumentos são estarrecedores, como vi publicado no Terra (Brasil/notícias, dia 18/05/10, 15:43, atualizado às 18:30hrs.):

Uma mulher esclarecida e antenada, naturalmente com pretensões políticas, teria dito em entrevista que a marcha é/foi pela liberação do uso e do narcotráfico da maconha porque o usuário não quer ter contato com criminoso!!!

Ora! Tal argumento já nasce falho porque se assim fosse ela própria, com pretensões nitidamente políticas, teria que se afastar da maioria dos políticos brasileiros, que praticam crimes muito mais graves do que vender drogas... ou não prosseguir com sua carreira, para não se contaminar... Já seria um grande começo!

Fala, como se fosse necessário ir até a comunidade carente ou favela para comprar maconha.  Em qualquer esquina do Rio, São Paulo, BH, POA, ou qualquer outra cidade do mundo, no seu prédio, na praia, no barzinho, existe um traficante pronto a lhe servir, até mesmo pelo disk pó ou fumo, não há risco... O motoboy leva na sua casa!.

Outro argumento utilizado por ela, segundo a notícia do Terra, este mais preocupante ainda, é que pretende estender a campanha no futuro para outros tipos de drogas. Quem sabe pretende também que sejam vendidos remédios, que ostentam tarja negra, sem retenção de receita, livremente nas farmácias, sem qualquer receita médica... Liberdade total!

Ora! O discurso vale para outras drogas também, não pode se referir somente a maconha, cocaína, heroína, skank, crack.  Gasolina, querosene, pólvora e... remédios nas farmácias, são produtos químicos também, são drogas.

Segundo a reportagem a entrevistada não pode estar se referindo somente às drogas que dão barato.  Naturalmente devem entrar no rol das liberações, por questão de justiça, os antidepressivos, antipsicóticos e todos os outros medicamentos utilizados em psiquiatria e oncologia.  Quem sabe as bombas ultilizadas pelo pessoal de musculação... é uma boa!

Não demonstram qualquer preocupação com a saúde das pessoas.

Os caras estão realmente determinados a acabar com a saúde do brasileiro!

- Quero mais é que se dane... Quero o voto do drogado!

Parecem dizer que a grande onda é o maior barato possível...

- Desde que você vote em mim... seu bobão!

Combatem o uso de cigarros e bebidas, mas incentivam o uso da cannabis e, no futuro... outras drogas!!!

Lutam para liberar o uso de uma substância que irá acabar com o pulmão do usuário sob o argumento que as pessoas podem fazer o que bem entenderem com seu corpo, mas não têm a mesma tolerãncia com o uso do cigarro e com a poluição causada pela fumaça dos automóveis. Por que será? Será que é porque cigarro não dá onda? Ou porque fumaça de fábrica só causa dano a longo prazo?

Lutam por uma substância cujo dano é imediato ou o dano é em menor prazo que o causado por poluição ambiental.  A overdose está sempre presente no noticiário...

Evidente que tais pessoas estão atrás do voto do usuário de drogas.

A propósito... pergunte ao político que participa da “marcha” se ele deixa você “bater uma carreirinha e fumar um baseadinho” com a filhinha bonitinha dele...

E você? O que acha?

Dê sua opinião!

Comments 

 
+1 #1 Gabriel 2011-09-07 21:22
Caro amigo, um pouco estranho, mas devo dizer que minha experiência de vida foi diametralmente oposta ao que descreveu em seu texto. Ao fumar meu primeiro baseado, estava prestes a ser jubilado de uma universidade federal, magro, sem muito propósito de vida - costumava encher a cara nos fins de semana. Hoje em dia, fumo minha erva e passo os finais de semana trabalhando. Montei uma agência de tecnologia, voltei à universidade, terminei o curso, e faço academia pelo menos 3 vezes por semana - não bebo. O que ocorreu comigo foi o oposto do que o que defendeu. Eu é quem vi amigos ficando para trás. Não estou fazendo apologia à maconha - droga é droga, e tenho plena consciência de que faz mal. Por outro lado, não sejamos ingênuos: o mundo seria lindo se ninguém precisasse de uma válvula de escape. Entre álcool e maconha, eu preferi a segunda. - pesquise um pouco, e verás que é menos nociva.
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