Zico, o Big Boss do futebol Rubro-Negro

Zico, o Big Boss do futebol Rubro-Negro

O Flamengo, como a maioria dos clubes brasileiros, sempre necessitou de um profissional que aglutinasse todas as correntes políticas dos seus conselhos para que pudesse realmente começar a pensar em futebol empresa.

Já vai distante a época em que o futebol tinha condição de sustentar todas as modalidades esportivas de um clube. 

Os atletas das modalidades olímpicas de pistas, piscinas, aparelhos e quadras, para apresentarem performance de alta qualidade, necessitam do profissionalismo.  Precisam ser pagos para treinarem e alcançarem índices significativos.  Amadorismo não tem mais cabimento no alto desempenho.  Só são patrocinados os atletas consagrados, mas até o índice surgir há uma grande dose de sacrifício e dedicação que precisa ser recompensada.  Atleta hoje não treina só por conta do lanchinho do final de tarde.  Até o amor tem preço no profissionalismo de marketing porque no final a marca consagrada será a do clube que projetou o recordista ou o campeão.

O futebol de hoje exige altos investimentos em pessoal e tecnologia, principalmente equipamentos de última geração.

O futebol não pode se dar o luxo de sustentar atletas estranhos ao seu mundo.

Tais modalidades correm o risco de se extinguirem se não encontrarem meios de sustentação.  Não podem ser parasitas de nenhuma outra.

A única modalidade que se admite dependa do futebol no Flamengo é o remo de competição que, pela história e pelos estatutos, foi a modalidade fundadora. A origem de tudo.  O basquete por tradição era outra, mas conseguiu se auto sustentar com ações de marketing. O remo, aqui no Brasil, não conseguiria sobreviver sem o apoio do futebol e do clube social.

A “estrutura” – caríssima - virou moda no futebol porque o jogo de hoje apresenta atletas desempenhando suas funções no limite máximo superior de suas condições físicas/técnicas razão pela qual não basta o clube possuir dois ou três campos de treinamento, uma sala com uma maca para dividir as atividades entre médico, massagista, alguns aparelhos de fisioterapia e modesta academia de musculação.

Os clubes necessitam dos denominados Centros de Treinamento, verdadeiras fábricas de futebol, com estrutura profissional completa: prédio para a administração específica; diversos campos de treino, com dimensões variadas, para o preparo dos times de suas divisões profissionais e de base; campos para treinamentos específicos de goleiros, com equipe especializada; espaço para treinamento físico dos atletas, incluindo pista para resistência e velocidade; caixas de areia; ginásio fechado, vestiários, academia de última geração e departamento médico completo, incluindo equipamentos de Raio-X, ultra-sonografia, fisioterapia, odontologia, fisiologia; hotelaria, incluindo cozinha industrial, salão de jogos e outros entretenimentos, salão para palestras, piscinas, sala de imprensa, etc.

Além disso, exigem-se a presença de uma vasta equipe de técnicos, assistentes técnicos e estagiários de educação física.

Necessitam de alto investimento, patrocínios e recursos vindos do marketing, estádios, sócios e torcedores.  

Marketing trabalha com credibilidade e ninguém melhor do que Zico apresenta essa imagem no futebol brasileiro.

Pelas primeiras notícias, parece que Zico chegou para profissionalizar o departamento de futebol, tornando-se diretor remunerado-patrocinado ou outro nome que se dê a esta função.

Na realidade será o Big Boss do futebol e, pelo que parece, começará a dar forma ao Flamengo Futebol Clube, ficando Patrícia com as demais modalidades esportivas e o clube social.

A idéia de trazer Leonardo para o futebol do clube confesso que me dava pesadelos.

Leonardo é daquele tipo de pessoa que tem a intenção de pretender ser um Papa, Dalai Lama, Aiatolá, Maomé, Jesus Cristo...

- Resolvam vocês, façam uma unificação, saneiem as finanças do clube, vendam tudo que for necessário, construam um CT, transformem em S/A e depois me chamem para ser o presidente do Flamengo. Parecia dizer o nefelibata.

Leonardo pretendia mais ou menos isso.  A idéia de assumir o Flamengo na situação atual parece que lhe dava arrepios.

Em recente entrevista com Galvão Bueno chegou a dizer que como técnico... somente no Milan ou na Seleção Brasileira... Só isso!  Aliás, no Milan conseguiu ser técnico, mas durou pouco... Suas idéias, segundo disse, eram incompatíveis com as do primeiro ministro italiano, acionista majoritário e presidente do clube!!!

Confesso que cheguei a escrever que a pretensão dos denominados ídolos do Flamengo (Leonardo nunca foi considerado por mim ídolo do Flamengo), demonstrada em diversas entrevistas - só assumir o clube “na boa”, isto é, com tudo saneado e as correntes políticas internas estabilizadas - era uma posição muito cômoda.

O clube à beira da falência e as principais figuras inertes ou só apresentando lamentos ou queixas na mídia.

O fato até era justificável porque no Flamengo, como em outros clubes e associações, inclusive aquelas com hermetismo histórico, há diversas lideranças políticas e, suas divergências, sempre impediram que surgissem nomes de consenso, principalmente, no caso dos clubes, atletas jovens em relação aos patriarcas.

A única pessoa capaz de inibir a ação dos tiranossauros no Clube de Regatas do Flamengo é e sempre foi realmente Zico.

Ídolo na pura acepção da palavra. Comportamento equilibrado dentro e fora de campo.

Personalidade diferenciada e batalhador, principalmente um trabalhador... muito suor! Profundo conhecedor do mundo do futebol internacional; empresário de sucesso no ramo; um dos maiores talentos do futebol mundial em todos os tempos; técnico de futebol internacional; marca gigante no mercado da bola....

Não conheço Patrícia pessoalmente, mas pelo que percebi por seus pronunciamentos e informações publicadas nos meios esportivos, Patrícia é pessoa idônea, inteligente, bem intencionada e honesta, mas não tinha e não tem experiência nesse mundo repleto de rapazinho esperto, com curso de agente FIFA, poliglotas, com Lap Top cheio de modelinhos de contratos instantâneos para amarração de clubes e jogadores.

A legislação esportiva bem decorada na ponta da língua é uma característica dessas personagens, além de uma indispensável e caríssima pasta executiva italiana repleta de pendrives e Blue-Ray Discs (BDs) com os melhores momentos de seus clientes.

Para os neófitos no mundo do futebol eles são perigosíssimos... São capazes até de venderem Denis Marques e Gil para um clube como o Flamengo como se fossem megastars!

O Flamengo precisava de um nome de peso na direção.

Pessoa que não se iludisse com essas tecnologias de melhores momentos, nem ficasse atarantada com a agilidade dos negócios e engenharias financeiras necessárias para as contratações.

Pessoa que, com certeza, não ficaria, como não ficará, constrangida em dizer um sonoro NÃO quando jogador com tempo de validade de 20 minutos por jogo se atrever a pedir 50% de aumento para renovar contrato por um ano e meio.

O Flamengo estava precisando de um Big Boss como Zico.

Seja bem-vindo...

A nação te saúda!

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Comments 

 
0 #1 Bosco 2010-06-04 18:26
Porque você não publica esse comentário no Flamengonet ou no butecodoflameng o ou no sobreflamengo? É bem oportuno e sempre será atual e oportuno pela imagem que você faz da Patrícia do endeusado Leonardo e o quadro que você faz dos empresários que vendem até Denis Marques e Gil como se fossem megastar. Pelo salários que ganham parece que são.
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