Sátiro, Elfo, Fauno e... Ninfa... “qui beleza!”

Sátiro, Elfo, Fauno e... Ninfa... “qui beleza!”

Ou... nem só de mágica viviam os deuses!

A mitologia é sempre fascinante porque mostra a inexistência de limites para a criatividade dos homens, com má ou boa-fé.

Hoje a vez é dos deuses menores, mas seres mágicos, espertos, alegres e... devassos.

Ao contrário das mitologias bíblica e cristã, especificamente, cheias de choros, sofrimentos, perseguições e mortes cruéis, mostrando um povo triste, oprimido e sem direito a diversão - nos evangelhos vemos que precisaram de mágica para transformar água em vinho para que a festa de casamento não acabasse com todo mundo de cara limpa – na Grécia, Roma e nos Países Nórdicos havia muita alegria e diversão na vida dos deuses.

Nos “Testamentos”, quando haviam festas, ou a comida acabava, ou o vinho secava, o peixe e o pão não eram suficientes para todos, quem praticava sexo não era visto com bons olhos ou era apedrejado. Sempre havia desgraça, doença, uma cabeça numa bandeja ou o leão comia.

Nas outras mitologias... música, alegria... a embriaguês estava sempre presente, o vinho e a comida nunca acabavam. O sexo corria solto, havia infidelidade, incesto, homosexualismo e bestialidade.

Nem só de mágica viviam os deuses!

Nas mitologias grega, romana e nórdica, vez por outra aparece a figura de um ser mágico, um deus-menor ou semideus, um misto de homem e animal, conhecido como Sátiro, Fauno ou Elfo.

Sátiros - Tronco de homem, mas com o resto do corpo aparentando ser uma mistura de bode e cavalo.

Possuem chifres e coroas de oliveira na cabeça.

Adoram tocar flauta, cujas melodias encantam a todos.

Na Grécia Clássica eram conhecidos como sátiros e eram sempre representados tocando sua flauta e com um pênis enorme e ereto.

As ninfas adoravam!...

Semideusas e sempre nuas – “qui beleza!” - ao ouvirem a musiquinha predileta saiam saltitantes do jardim dos deuses e rumavam em direção a floresta com risinhos, gritinhos... eufóricas ao encontro de um deles.

Assim que percebia a presença das ninfas, o sátiro da vez corria ao encontro do grupo e as abraçava e beijava efusivamente. Acariciava e beijava. Beijava e acariciava.  Acariciava e beijava. Tocava flauta... Acariciava e beijava... Jogava a flauta para o alto, balançava a cauda...

Copulava com uma aqui e com outra ali.

Por vezes - muitas vezes! - com várias ao mesmo tempo.

E ainda corria, em meio às árvores, atrás das mais tímidas...

Era uma festa na floresta!

- Meu herói!... Não me canso de exclamar. Que vitalidade!

Eram semideuses protetores das florestas, matas e campos.

Os sátiros, quando não estavam fazendo o dever de casa, junto com as ninfas ou com os meninos amiguinhos delas, eram, muitas vezes, vistos em companhia de Dionísio – deus do vinho –  bêbado, tocando flauta, símbalo, castanhola, cantando e dançando em orgias maravilhosas com muitas deusas e semideusas nuas ou com túnicas leves, transparentes e esvoaçantes, todas alegres e cheias de vinho.

Os sátiros eram vários, a literatura pesquisada não nos dá os nomes. Existiam muitos em cada uma das matas e florestas gregas.

Ficava tudo fácil!

Quando uma ninfa enciumada, lá do Jardim das Ninfas, reclamava com um deles:

- Seu safado! Me disseram que você estava na orgia de ontem com Dionísio... inclusive beijando a boca daquela vadia, a deusa egípcia Hator... me larga, não se encosta em mim, nojento...

- Eu?... Eu, meu bem?... Eu não!... Estão me confundindo, era outro sátiro... disseram para você que a cauda era de bode... Igual a minha?... Então!?... Que isso? Não fica triste! Vem cá meu bem... Segura aqui na minha flauta!

Os gregos, como bons filósofos, não tinham o pudor que era e é encontrado em outros povos.  Amavam a vida como ela se apresentava, talvez por reconhecerem que, sendo tão curta, a vida deveria ser vivida intensamente, em toda sua plenitude, sem cinismo.

 Elfos - Os elfos são referidos como personagens importantes da mitologia nórdica e estão sempre presentes na mitologia medieval européia.

São descritos como possuidores de aparência de jovens adultos ou adolescentes, belos e luminosos, semideuses, mágicos.

Viviam nas florestas, em cavernas abaixo do nível do solo ou em fontes, mas sempre em lugares abrigados no meio das matas.

Seus poderes mágicos na literatura eram semelhantes aos das fadas e ninfas.

Seriam muito sensíveis, com longa vida, ou até mesmo imortais, poderosíssimos, ligados à natureza e geralmente acompanhados de belos e ótimos arqueiros...

Seriam gênios simbolizando o ar, terra, fogo e água. Também seriam deuses da fertilidade.

Ora são retratados como rapazes comuns, com cerca de 1,80 m de altura, ora altos, com mais de 2,00 m, e até mesmo como anões, tipo gnomos.

Muitas vezes eram seres brincalhões ou, então, sinistros e cruéis como na literatura inglesa.

Diz a lenda que para se invocar a presença dos elfos basta espalhar folhas de escambroeiro ou espinheiro-cerval, que contém frutos purgativos, em um círculo e dançar dentro dele em noites de lua cheia.

Nessa ocasião, se o elfo aparecer, o dançarino deve dizer:

- Halt and grant my boon! (pare e me dê a benção ou me conceda um desejo!)

O elfo, então, atenderá ao pedido...

Sei não... Belos, luminosos, mágicos, poderosos como fadas e ninfas... alegres... círculo com folhinha e dancinha... parece que eram meio viados/meio machos... sei não!

Fauno - Os romanos, com uma visão mais política, mais pragmática do que os gregos, influenciados pela mitologia grega, tinham um sátiro mais comportado, voltado para as profecias, vaticínios, agouros, adivinhações.

No mito grego, sátiros eram os certos e vários filhos de humanos com deuses – e como copulavam os deuses gregos!

Já os romanos acreditavam que Fauno, um semideus, assim como os sátiros, era pai de vários Fauninhos.  Portanto, os faunos romanos eram descendentes do semideus Fauno.

Fauno-pai estaria ligado á própria origem de Roma, pois o Lupercal (covil), morada de Fauno e onde Rêmolo e Rômolo iriam viver mais tarde, estaria ligado à capital do Império Romano.

Fauno seria o pai de Latino, que o sucedera no trono itálico e que, já velho e sem sucessor homem, foi advertido num sonho por Fauno de que a neta Lavínia deveria casar-se com um estrangeiro – e não com um dos muitos pretendentes vizinhos que a cortejavam. O estrangeiro, então, seria o herói Enéias.[5] Hacquard confirma esta versão, mas questiona se Latino não seria, talvez, filho de Hércules, em vez de Fauno.[2] Da união de Enéias e Lavínia, profetizara Fauno no sonho, adviria uma raça que iria dominar o mundo: os romanos.[5] Essa versão é confirmada por Nennius, que narra a ida de Enéias para o Lácio, onde derrota Turno, um dos pretendentes de Lavínia.” (Wiki...).

Os pesquisadores encontram muitas dificuldades para individualizarem a mitologia do semideus Fauno e de seus descendentes, também denominados Fauno(s), pois as fontes romanas confundem os estudiosos, eis que Fauno também foi um rei da primitiva Itália (Lácio – lingua portuguesa, a última flor do Lácio... estão lembrados?...) que, segundo reporta Virgílio na sua Eneida, seria filho de Pico e neto de Saturno.

Outros dizem que a condição divina, para ser considerado um semideus, teria sido dada por Júpiter (deus) e Circe (humana), seus pais.

Outros ainda dizem que seu pai seria Marte.

Há, ainda, uma versão dizendo que Fauno teria sido um rei, excelente administrador, adorado pelo seu povo, introdutor de melhoramentos na agricultura do reino que, após a sua morte foi elevado à condição de divindade e consagrado como protetor das matas e dos campos.

Muitas são as versões. Há - também - quem diga que Fauno teria criado as leis e inventado a flauta. (Hacquard - wiki...).

Mas o fato que importa é que a gente percebe nas pinturas, esculturas e relatos que Fauno era um ser comportado, politizado, não era muito chegado às ninfas e, além do mais... tinha o pinto pequeno!

Fato que não condiz com um semideus porreta que deveria ser um clone, ou, no mínimo, semelhante ao sátiro grego.

Adoro mitologia... nada de cinismo... só realidade, desejo e fantasia numa grande salada criativa.

(Os créditos vão para as Wikipédias, Fantastipédias, Wapédias, presentes na Web).

E você, o que acha?

Dê sua opinião!

Comments 

 
0 #1 Fairy 2010-08-17 21:10
Eu acho que as crenças de um povo são o reflexo de seus desejos, e de suas "imposições" sociais. O que eu quero dizer? O modo como projetamos os "inálcansáveis" é aquilo que desejamos e vemos como ideal de vida.
Transferindo para o mundo contemporâneo é como se fosse hoje em dia a moda e as mulheres, porque as celebridades são tão requisitadas e tão invejadas? Na certa elas representam a vontade maior e o desejo de muitas mulheres, pois os luxos não são para qualquer uma.
Pelo meu nick dá para saber se eu gosto, né?! AMO de paixão mitologia e crenças mágicas. E já vi uma fada, e não! Não uso DORGAS. Juro que vi!! Hahahaha
Beijos e gostei do texto!
Quote
 

Add comment


Security code
Refresh