O amor! A paixão! A indiferença e o ódio!

O amor! A paixão! A indiferença e o ódio!

Não sou daqueles que dizem que o amor pode ter vários significados, até pode... E tem vários significados... Mas fica vulgarizado.

O amor é o sentimento mais nobre existente na psique humana.

O amor é o querer ter a mulher amada por inteiro e sempre.

O amor dói!

A dor do amor é doída, doida e gostosa, para aproveitar a lembrança da acentuação que torna as expressões muito próximas.

Dói porque pode despertar sentimentos perigosos que se encontravam adormecidos no fundo da alma, como a posse total do corpo e da mente do ser amado, levando tudo para a fogueira da paixão.

Desperta a vontade de unificar matéria e alma, embora não estejamos ainda no campo da paixão, aquela que cega e faz a gente enfrentar e transpor barreiras físicas e também cegar o pensamento, deixando o racional e irracional no mesmo nível.

- Eu quero você...

- Eu também te quero...

- Não paro de pensar em você um só momento!

- Eu quero você para todos os momentos de toda a minha vida...

- Quero sentir teu olhar dentro do meu...

- Quero o cheiro da tua pele inundando a minha vida...

- Por toda a nossa vida!

- A gente se ama!

Dói porque a gente sabe, sem saber, que não vai conseguir fundir definitivamente sentimentos, corpos, pensamentos, almas, toques e pele, principalmente o cheiro da pele do ser amado, aquele que inebria e que nos deixa sensível, nos tira o sono, fazendo rolar na cama, transformando tudo em coisa doida, nos aproximando da paixão.

É um momento sublime!... Quando estamos no limiar da loucura do amor e da paixão... Que leva o poeta a compor seus melhores versos e a querer cantá-los olvidando os cantadores de ofício, correndo o risco de banalizar ou destruir a composição.

- Não, não canta... Vai estragar a beleza do verso!

- Mas... Eu quero!... A felicidade invade meu pensamento!...

- Te aquieta!... Você é um surdo musical, completamente desafinado!

- João Gilberto já dizia que o desafinado também tem um coração...

- João é um desses... Adora causar distúrbios psíquicos nos amantes tirando-os instantaneamente do estado de embriaguez celestial, fazendo-os procurar avidamente nos youtubes da vida um cantador para alimentar a alma carente.

A paixão é doentia...

Mas eu adoro essa maluca, essa doida que me faz pensar nela todo o dia largando a vida e deixando o trabalho de lado.

Que me faz passar pela rua onde mora, em horários impróprios, estacionar o carro, ficar olhando/imaginando a janela do quarto e dedilhar o violão.

- Mas você não sabe tocar violão... Além disso, é desafinado, musicalmente surdo e não tem violão!

- Você está estragando a poesia... Isso é a paixão... A “coisa” que nos leva a fazer coisas irracionais...

- Como estragar a música dos outros...

- É, mas a paixão e o texto são meus... Dá licença?... Dá licença?...

A paixão leva o ser humano a descuidar da própria dignidade, tal qual touro bravio a romper a cerca do impensável.

A escalar o Bouganville, se ferindo e se enroscando no seu tronco, só para ver por alguns segundos, na madrugada, através da janela, a mulher amada dormindo languidamente no quarto fechado.

Não importa que venha, no primeiro ruído, a cair, destruindo a planta, e se esborrachar no jardim, a correr claudicante todo ferido e esfarrapado pra se esconder, sem se dar conta, atrás de dois cactos, sendo que, na verdade, um deles era o vigia.

Platão se referiu ao amor como um sentimento idealizado, mas nunca realizado. Como o amor de Sócrates por Alcibíades.

O amor de Platão era o amor homossexual e continha um paradoxo... Ele se referia ao amor casto pelos discípulos mais jovens, embora tivessem os filósofos interesses eróticos por rapazes mais velhos.

Na Grécia... Platão, Sócrates e outros, se apaixonavam, sentiam amor pelos discípulos meninos, mas se realizavam sexualmente com os rapazinhos mais velhos...

- Sei!... Coisas esquisitas da Grécia Clássica!

Com o passar do tempo... Já no renascimento, o amor platônico passou a significar o amor à distância entre duas pessoas, não importando a sua opção sexual, sem envolvimento, sem contato físico, alimentado por fantasias.

“A expressão ganhou nova acepção com a publicação da obra de Sir William Davenant, "Platonic Lovers" ("Amantes platônicos" - 1636), onde o poeta inglês baseia-se na concepção de amor contida em O Banquete de Platão, do amor como sendo a raiz de todas as virtudes e da verdade.” (Wiki...)

Da Indiferença eu não quero falar!

Não significa nada para mim!

Ela não me dá o menor tesão!...

“Ela passa e não me olha!” (Benjor)

Eu também não olho prá ela!

Dizem que ela é bonita e gostosa!

- Te peguei!... ela não é indiferente pra você... Se você acha ela bonita e gostosa é porque você tem interesse nela!

- “Dizem!”... Foi o que eu disse...

- Vai falar que você nunca reparou nela?

- Cara! Outro dia eu estava na praia e reparei que ela é a “maior gostosa da parada”. É bonita, tem umas coxas e um bumbum... maravilha! Mas não me diz nada... sabe!

- Deixa de fazer doce, cara! Se ela na praia olhar um pouquinho mais firme pra você... Do tipo: - “Ih! Tá rolando!”

- O que é que tem?...

- Você vai dar logo um jeito de ir pra casa, pegar o violão que você não sabe tocar, vai cantar uma música todo desafinado e vai ficar pensando o resto do dia em como fazer para se aproximar dela...

- É tem razão... indiferença pra mim só vai acontecer se não rolar.  Se chamar a atenção, deixa de ser indiferente. Indiferença significa um não ver.

Mesmo quando “ela passa e não me olha” ela pode estar vendo você  e quando você diz que “eu também não olho pra ela”, você pode estar vendo o tempo todo.

Pode estar surgindo o jogo gostoso da sedução.

- E o ódio?

- Ódio eu não gosto. Nunca tive essa experiência na vida... odiar alguém!

Ódio para mim significa um não querer a existência de alguém.

É coisa ruim!

Raiva eu já tive, várias vezes... está no campo da emoção. Com o tempo passa!

Já o coisa ruim - o ódio - é sentimento que corrói a alma, deteriora e perturba o pensamento e o comportamento.

Uma pessoa com ódio está na ante-sala da loucura, camisa de força... no meio do burburinho do “mata que não presta”!

Não é antônimo de amor.

O antônimo de amor é simplesmente um não amor, naquele sentido lá de cima. Não é também a indiferença. Não tem antônimo.

Gostar é gostar, mas não é amor!

Amar é procurar olhar no fundo do olho sem constrangimento. Passear de mão dada na praia, comendo pipoca fria achando uma maravilha.

Amar é pegar na mão, mas com vontade de engolir o corpo dela.

- Você fica com vontade de engolhir, comer a mulher?

- Sim... literalmente, sexual e espiritualmente!

- Pensando bem... eu também acho isso! Só que eu sei tocar violão e não desafino!

E você, o que acha?

Dê sua opinião!

 

Comments 

 
+1 #2 Manuela 2011-03-27 00:35
QUAL A COR QUE MELHOR RETRATA O AMOR? (ROSA CLARO?)
E A PAIXÃO (VERMELHO-SANGUE?)
A INDIFERENÇA? (BRANCO?)
O ÓDIO? (O PRETO, SUBLINHADO, RISCADO, CRUZADO, GUARDADO NO CANTO MAIS ESCONSO DA MANSARDA?)
A ÚNICA TINTA, DE QUE TENHO MUITA, PQ POUCO USADA, É A VERMELHO-SANGUE
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0 #1 Manuela 2010-11-23 20:47
nada. resta nada.
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