O FLAMENGO É O CAMPEÃO BRASILEIRO DE 1987... AZAR DA CBF!

O FLAMENGO É O CAMPEÃO BRASILEIRO DE 1987... AZAR DA CBF!

O Flamengo é o legítimo campeão de 1987, ganho no campo de jogo.

O reconhecimento tardio da CBF não é importante para a grande massa de torcedores brasileiros, aqueles que não se preocupam com a política de retaliação.

A maior torcida do mundo, estimada entre 33 e 40 milhões de torcedores rubro-negros, não se importa com isso, nem mesmo os torcedores de outros times.

O Clube dos Treze - União dos Grandes Clubes do Futebol Brasileiro – foi criado com o objetivo de defender os interesses políticos e comerciais dos clubes de maior investimento do país, incluindo os 18 laureados campeões brasileiros até aquela época. Foram convidados pelos clubes fundadores (13) mais sete para integrarem, como participantes, a primeira divisão do futebol nacional.

O Clube dos Treze organizou o seu campeonato e a CBF cuidou das demais divisões.  Mas, por questão política, para afagar o ego dos clubes, cidades, estados e torcedores que ficaram de fora da relação da primeira divisão, pois nenhum clube queria ser considerado de segunda divisão (suprema ofensa) a Confederação Brasileira de Futebol – CBF – resolveu interferir “sugerindo” que os módulos da primeira e segunda divisão fossem denominados de Verde e Amarelo, respectivamente.

Todos, sem exceção, reconhecem que foi um absurdo ter sido exigido pela CBF, após o campeonato ter sido montado pelo Clube dos 13, e quando já estava em andamento, por questões políticas (“Onde a Arena vai mal um time no nacional/Onde a Arena vai bem um time também”), que o legítimo campeão do módulo da primeira divisão do futebol brasileiro na época - Módulo Verde - defendesse seu título e prestígio contra o campeão da segunda divisão – Módulo Amarelo – formado por times de menor investimento, mais fracos tecnicamente na época e menos laureados.

Exigência esdrúxula, equivocada, impertinente, incabível, demagoga e idiota que só podia ter sido gerada na mente de políticos que, com certeza, na infância, nunca brincaram de jogar futebol, disputaram um jogo (lutando com “garra” – “seriamente” - para vencer), descalços no “calçamento” de paralelepípedo da rua de pouco movimento de veículos, esfolando a sola do pé, ou a queimaram nas areias escaldantes de uma praia qualquer ou nos campinhos irregulares de terra das várzeas desse imenso Brasil.

Pessoas que não sabem e não querem saber da luta de todos os jogadores profissionais dos times daquela primeira divisão. Jogadores que se machucaram seriamente para vencer seus jogos. Jogadores que foram direto dos campos de jogos para as salas de cirurgias dos hospitais, como parece ter sido o caso do Zico após a partida final.

Políticos que, provavelmente, se jogaram na infância, foram escolhidos por um dos times porque eram os donos da bola na ocasião - “filhinhos de papai” – que sempre conseguiram as “suas coisas” por interferência do papai rico ou, mais tarde, por interferência do “sogrão”, político espertíssimo que, por sua vez, sempre conseguiu “suas coisas”, na administração pública ou privada, entrando pela janela ou por conta de sua “lábia”.  Gente que sempre adorou “mamar” nas tetas do governo ou de uma instituição qualquer. Gente que nunca se preocupou em saber de quem eram as tetas.

Políticos que nunca precisaram trabalhar com sol no lombo, correr atrás de emprego, com baixos salários, em empresa privada ou enfrentar concurso público dificílimo para se estabilizarem profissionalmente.

Políticos e “Cartolas” que sempre utilizaram o futebol, máquina de gerar dinheiro, como escada para ascensão social.

O futebol profissional, além de um grande negócio, envolvendo quantidade de moedas mensuradas em milhões e bilhões, mexe com o estado emocional dos torcedores. É uma prática esportiva séria que deve sempre ser vista com grande respeito por todos que lidam com ela.  O povo, como massa, é muito sensível.

As entidades que cuidam do futebol nacional e internacional são dirigidas, no mínimo, por déspotas, tiranos, ditadores que impõe normas sobre normas. Toda essa gente pertence às elites mais ricas.

O interessante é que se fala em democracia e em respeito à opinião do povo em todas as atividades humanas, menos quando se trata de futebol profissional.

Pessoas que não reconhecem nem mesmo a soberania dos estados, talvez porque não saibam o que significa ou se sabem não conseguem ver o seu alcance porque atropelam os princípios com a ajuda dos políticos profissionais, presidentes e parlamentares de todos os países. Todos eles “muito espertos”.

A FIFA (e o COI - Comitê Olímpico Internacional - também) tem um caderno de encargos a serem cumpridos e observados pelos países-sede das copas do mundo de seleções, atropela a soberania dos estados e não admite discussão.

Os presidentes, reis, príncipes, sheiks, ditadores, tiranos, todos se curvam às suas exigências porque o volume de dinheiro envolvido na realização de uma copa do mundo é muito grande, abrindo possibilidade de grande enriquecimento para muita gente.

Nenhum clube ou federação de futebol de qualquer país pode discutir seus direitos na justiça comum tendo como adversário a FIFA ou uma das confederações semelhantes à nossa CBF.

Não podem porque correm o risco de serem desfiliadas, expulsas dos quadros do futebol, impedidas de participarem de qualquer competição oficial profissional.

A mensagem, seja da nossa CBF ou da FIFA, é a seguinte: “Ou vocês se submetem às nossas vontades ou estarão fora do futebol profissional”.

São déspotas, tiranos e ditadores, mandam e desmandam.

O símbolo da torcida rubro-negra é o urubu porque ela é composta por um aglomerado heterogêneo, pessoas de todas as origens, classes sociais e etnias, brancos, negros, índios, ricos e pobres, em sua grande maioria pessoas humildes do povo, muita gente de pele morena, negros, afro-brasileiros, verdadeira amostragem da população brasileira.

As torcidas adversárias costumam nos estádios, nos bares e nas esquinas, no anonimato da massa, provocar a torcida rubro-negra, dependendo do resultado da campanha, dizendo que há alegria ou tristeza na favela, reconhecendo a origem, a própria formação popular da torcida

O time, sua torcida, como o povo brasileiro, todos sempre tiveram que lutar para sobreviver.

No início de tudo, houve uma briga, cujas razões não ficaram bem claras na história, entre os atletas de futebol do Fluminense no ano de 1911.

Parte desse grupo resolveu deixar o Fluminense e criar um departamento de esportes terrestres no Grupo de Regatas do Flamengo, que se dedicava exclusivamente ao remo na época, por iniciativa de Alberto Borgerth.

O destino sempre utiliza sua ironia para tornar bem significativa as suas trapalhadas...

Sabem quem foi o causador da discórdia no Fluminense que deu origem ao futebol rubro-negro?

Foi Oswaldo Gomes, na época jogador do Fluminense, que em 1922 tornou-se o quinto presidente da Confederação Brasileira de Desportos – CBD, atual CBF.

A briga – historicamente - vem de longe!...

O Fluminense cultivava a tradição de ser o clube das famílias cariocas ricas.

Porque o futebol do Flamengo nasceu de cisão em clube freqüentado por ricos, a identificação foi instantânea com os dissidentes, a maioria de sua torcida passou a ser composta por opositores tradicionais dos grandes burgueses, pessoas do povo com a adesão de  simpatizantes de outras camadas sociais.

O Flamengo é considerado o clube de maior torcida do mundo e o mais democrático de todos.

Difícil esconder qualquer fato de seus torcedores. Suas portas e contabilidade estão escancaradas, tudo todos sabem.  A contabilidade é escancarada por desorganização e por haver muito dirigente falastrão, não há como negar.

Parece que o fenômeno se justifica justamente pela simpatia gerada por suas origens. Sua gente é composta por oriundos de diversos segmentos da população brasileira brancos, negros, mestiços, pobres, ricos, homens, mulheres.

O Flamengo se recusou a disputar o título de Campeão Brasileiro de 1987, com o Sport Clube do Recife, entre outras razões, porque não seria justo que um time considerado de segunda divisão do futebol profissional na época, pudesse vir a se tornar campeão nacional, entrando para a elite do futebol, pulando a janela, após ter disputado um campeonato contra times mais fracos, enquanto que o Flamengo foi obrigado a disputar um duro campeonato contra todas as grandes equipes do futebol brasileiro em uma época que os grandes jogadores aqui ainda iniciavam e terminavam suas carreiras.

O time da segunda divisão disputaria uma ou duas partidas e correria o risco de ser o grande campeão... Moleza!... Não?

Parece coisa de político... E é!

Todos os torcedores, todos os clubes, todas as mídias, sabem que o Flamengo é o legítimo campeão do futebol brasileiro de 1987.

Chegaram a noticiar que algum membro da diretoria do Flamengo iria propor a expulsão de Ricardo Teixeira dos quadros sociais...

Não precisa! Acredito que ele só adquiriu o Título de Sócio Proprietário para se aproximar da torcida popular.

Ele tem cara de torcedor do Fluminense!

Azar da CBF!  Azar do Sport! Que mandem a taça das bolinhas para Recife! Até mesmo os torcedores do Sport sabem que é indevida.

A vergonha do não reconhecimento do título ganho no campo de jogo e da consagração da política sem mérito entrará para a história do futebol, assim como entrou para a história a vergonha daquele time/clube dos ditos ricos que pulou da terceira para a primeira divisão sem disputar qualquer jogo na divisão para a qual havia caído por absoluta incompetência.

Coisas de... “tapetão”. Estouraram até champagne na confraternização, após pularem a janela da primeira divisão.

O Flamengo é o grande campeão de 1987.

Não querem reconhecer?... Azar da CBF, mais antipatia para ela e para o seu presidente!

E você, o que acha?

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