O livro não está ensinando a falar errado, mas a continuar com o erro, a ser oportunista e contém idéia separatista.

O livro não está ensinando a falar errado, mas a continuar com o erro, a ser oportunista e contém idéia separatista.

“Como a linguagem possibilita acesso a muitas situações sociais, a escola deve se preocupar em apresentar a norma culta aos estudantes, para que eles tenham mais uma variedade à sua disposição, a fim de empregá-la quando for necessário.” (Pág. 12. Capitulo 1- Por Uma Vida Melhor – Heloisa Ramos)

Espantado? Isso mesmo... O livro encontrou uma forma de justificar o político que, ao se relacionar com pessoas iletradas, ou não, procura falar como elas. Com os mesmos erros de português, ou não, usados no seu cotidiano para que os ouvintes tenham a impressão de que o falante pertence ao seu grupo social.

Aqui no Brasil, quem costuma fazer isso quando faz seus discursos no nordeste ou em algum lugar onde o nível de escolaridade é baixo?

Preciso responder?

Preciso dizer o nome da pessoa que faz isso com muita arte, apesar de ter filhos ricos que estudaram nos melhores colégios? Que possui, com certeza, grande fortuna? Que sabe muito bem falar o português culto porque aprendeu isso (por osmose) na prática dos parlamentos? Que frequentou e frequenta muitos palácios, mas insiste em dizer que não pertence às “zelites”?

Não, né?...

Vamos desenvolver melhor a hipótese do título.

Para que os alunos de direito entendam o que significa o “ESTADO”, os professores, os mestres, procuram primeiro ensinar o significado de “nação”.

Então, conceitua-se nação como sendo uma reunião de pessoas que habitam determinado território, falam a mesma língua, que podem ter ou não uma mesma crença religiosa, que cultivam os mesmos costumes e tradição, e, principalmente, que possuem um vínculo ou condição subjetiva que os une, com vontade manifesta de formar um ente coletivo.

Não, não estou falando da nação rubro-negra, ou também pode ser... (aplausos e muitos risos).

Conceituado o que vem a ser nação, passa-se a definir o “ESTADO”.

O estado nada mais é do que a nação política, social e juridicamente organizada.

Colocando tudo isso em um grande liquidificador vamos chegar a uma palavrinha execrada por muitos - tem gente que quando ouve alguém falar sente calafrios, fica saltitante e histérica :

Pátria!

Começam logo a gritar que tal pessoa é radical de direita, militar, fuzil, cassetete, uiuiui!...

Já disse em outras oportunidades que não sou radical, nem de direita e nem de esquerda.  Também não sou tucano... Não me rotulem... Olha o preconceito!

Admito e acredito no socialismo como a intervenção pontual do estado na economia, mas sem a histeria acadêmica dos barzinhos de Ipanema ou de Brasília, que levam a fumar charuto, usar roupas militares e invadir terras de pessoas que, elas ou suas famílias, batalharam muito para conseguirem.

Pátria... Na verdade é um sentimento que, unindo noção de estado/nação, faz o povo vibrar, lutar, sentir orgulho da sua terra natal ou de adoção.         

A língua, embora seja apenas um dos elementos necessários para o conceito de estado/nação, funciona como aglutinadora.

Propicia a reunião das pessoas em torno do objetivo comum.

Difícil politicamente um estado se sustentar com a diversidade de idiomas no seu território, pois logo começarão os movimentos separatistas. Basta um rápido olhar na história.

Com essa idéia, tão logo conquistado o território, seja através da guerra ou do contrato, os governantes, em toda a história do planeta terra, correram a estimular, exigir e ensinar as pessoas a se comunicarem em uma só língua.

O estudo que leva ao conceito acima não pertence só à sociolinguística, mas a diversos outros ramos do conhecimento humano, principalmente direito e história.

- Ah! Mas na Suíça e no Canadá existem mais línguas oficiais...

- Suíça e Canadá vivem em paz e não pertencem a este planeta (risos, aplausos!). Estou falando das Américas, Europa, Ásia, África... Reparem, por exemplo, o que aconteceu com a “finada” União Soviética e seus movimentos separatistas. Cada região fala uma língua, ou dialeto.

Lembram da passagem bíblica da Torre de Babel, línguas diversas?

A sociolingüística, como toda ciência, além de seu objeto de estudo, tem uma finalidade, caso contrário vira uma diversão, um brincadeira, um entretenimento.

Uma ligeira pesquisa mostra que é um ramo da linguística que estuda as diversas relações entre a língua, a cultura e a sociedade e, principalmente, as variações de uma língua em determinado grupo social com o objetivo de estabelecer padrões de linguagem, visto que o modo como as pessoas se expressam não é uniforme, mas heterogêneo e dinâmico. Todo mundo sabe disso!

Muito bem!

Na sua obra “Por uma vida melhor”, Heloisa Ramos, no Primeiro Capítulo, página 12, ela diz o seguinte:

As classes sociais menos escolarizadas usam uma variante da língua diferente da usada pelas classes sociais que têm mais escolarização.  Por uma questão de prestígio — vale lembrar que a língua é um instrumento de poder —, essa segunda variante é chamada de variedade culta ou norma culta, enquanto a primeira é denominada variedade popular ou norma popular. Contudo, é importante saber o seguinte: as duas variantes são eficientes como meios de comunicação. A classe dominante utiliza a norma culta principalmente por ter maior acesso à escolaridade e por seu uso ser um sinal de prestígio. Nesse sentido, é comum que se atribua um preconceito social em relação à variante popular, usada pela maioria dos brasileiros. Esse preconceito não é de razão linguística, mas social. Por isso, um falante deve dominar as diversas variantes porque cada uma tem seu lugar na comunicação cotidiana. Como a linguagem possibilita acesso a muitas situações sociais, a escola deve se preocupar em apresentar a norma culta aos estudantes, para que eles tenham mais uma variedade à sua disposição, a fim de empregá-la quando for necessário.”

Ela estabeleceu, sem amplo debate nacional, sem discussão, que no Brasil existem uma língua popular oficial e uma padrão também oficial. Devendo as escolas brasileiras adotarem ambas.

Determinou às escolas que ensinem a lingua popular padrão em primeiro lugar, depois: “...a escola deve se preocupar em apresentar a norma culta aos estudantes, para que eles tenham MAIS UMA VARIEDADE à sua disposição.

Portanto ela está dizendo, DETERMINANDO (o livro foi adotado e distribuído pelo MEC) bem claro e com todas as letras, que o ensino da língua popular, não segue o padrão estabelecido no país, é a língua oficial da escola brasileira.

SECUNDARIAMENTE, “...a escola deve se preocupar em apresentar a norma culta aos estudantes, para que eles tenham mais uma variedade à sua disposição, a fim de empregá-la quando for necessário.”

Assim, sem que o povo brasileiro se manifestasse, rasgando, jogando no lixo, os tratados firmados com os países que adotam a língua portuguesa, o Ministério da Educação estabeleceu que a lingua culta é secundária nas escolas brasileiras.

Então só posso chegar a uma conclusão:

 Estão preparando um movimento separatista no país!

Querem o ensino de outra língua, como oficial.

A língua padrão passou a ser “... MAIS UMA VARIEDADE À SUA DISPOSIÇÃO.” PARA SER UTILIZADA QUANDO FOR NECESSÁRIA.

A gente fala e ninguém acredita. Pois é!

Vocês precisam ler o PNDH-3, inclusive a imprensa.

Finalizando... Outra questão abordada no texto:

Preconceito social!

Preconceito ocorre quando se estabelecem rótulos em relação a determinadas coisas, pessoas ou fatos.

Quando se toma o particular pelo geral com a finalidade de se discriminar.

Por exemplo:

- Europeu não gosta de tomar banho.

- Carioca não gosta de trabalhar.

- Os ingleses são frios, os alemães prepotentes e os americanos arrogantes (exs. Da Wiki...)

Uma pessoa que fala errado uma lingua, gera no ouvinte o pensamento que ela é iletrada, analfabeta, pouco culta. Só isso!

Não estabelece o preconceito de que ela pertence a uma classe social menos favorecida, desassistida ou torturada pelo colonizador branco, de olho azul e que merece morrer...

Quando uma pessoa tem vícios de linguagem, ninguém pensa que tal pessoa é menos inteligente ou pobre. Somente que ela é inculta, tem pouca informação ou é pouco treinada em determinada língua, NÃO FALA DIREITO o português, o inglês, o francês, qualquer língua.

Só, nada mais!

Falar com erros de concordância, principalmente número, é somente vício de linguagem, que precisa ser corrigido. Não gera qualquer preconceito.

A última questão: "A classe dominante utiliza a norma culta principalmente por ter maior acesso à escolaridade e por seu uso ser um sinal de prestígio."

Vocês sabem qual é a classe política dominante no país e que quer que o povo permaneça inculto falando a língua popular, “diferente” do português padrão estabelecido internacionalmente, que poderia facilitar um melhor acesso ao mercado de trabalho?

É o Partido dos Trabalhadores. É o PT.

O MEC e a autora do livro estão se referindo ao PT.

O único que eu vi com vícios de linguagem no PT foi o ex-presidente. Todos os outros utilizam muito bem a língua culta, inclusive a autora do livro, lógico!

Eu não acho certo pessoas utilizarem o dinheiro que eu pago de impostos para dizerem aos alunos que "o certo é assim, mas pode falar do jeito que quiser!"

Claro que podem falar do jeito que quiserem, mas não serão aceitos no mercado de trabalho porque estão falando a lingua de forma errada.

Acontece com quem fala qualquer lingua, seja portugês, inglês, francês, espanhol, hebráico... sem obedecer aos padrões gramaticais. 

Por outro lado ainda, criou-se no Brasil um pavor das "elites" intelectuais, das pessoas bem sucedidas, daquelas pessoas com talento para o comércio, para as letras, com talento para gerar riqueza.

Essas pessoas são demonizadas como exploradoras do povo. Todas que possuem algum talento são apontadas como radicais de direita, reacionárias e que querem matar o povo de fome.

Os únicos não demonizados são os intelectuais e empresários amigos. Estes são considerados gênios.

E você, o que acha?

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Comments 

 
0 #2 Manuela 2011-05-20 18:25
como esse conceito não se aplica cá, confesso que me chocou ver escrito que europeu não gosta de tomar banho.... a que país da Europa se poderá estar a referir? A PT certamente que não! LOOOOOOOL
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0 #1 joyce 2011-05-20 00:29
ACHO que está havendo alguma confusão com esse conceito, a escola deve, sim, ensinar a língua padrão pq ela é a língua usada na escrita, existem muitas variantes na fala, mas , na escrita, só uma.
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